Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Master transferiu R$ 11 milhões a ex-ministro de Bolsonaro, diz site

Ex-ministro Ronaldo Bento recebeu R$ 11 milhões do Banco Master e de empresas associadas após deixar o governo, aponta Intercept

Ronaldo Vieira Bento
0:00
Carregando...
0:00
  • Ronaldo Vieira Bento, ex-ministro da Cidadania, e empresas associadas receberam R$ 11 milhões do Banco Master em dois anos, conforme o Intercept Brasil.
  • Parte dos pagamentos foi feito a Bento como pessoa física, e o restante a empresas em que ele era sócio ou administrador, sendo a maior parcela para a Meta Consultoria (R$ 6,2 milhões) em 2025.
  • Bento, que esteve no governo de março a dezembro de 2022, esteve envolvido na regulamentação do empréstimo consignado para beneficiários do Auxílio Brasil.
  • Após deixar o governo, ele atuou em empresas do conglomerado do Banco Master, incluindo o Banco Pleno (onde foi diretor-presidente) e a Mettacard Administradora de Cartões.
  • O Banco Central liquidou o Banco Pleno em fevereiro deste ano, com indisponibilidade de bens de Bento e de outros controladores e ex-administradores.

Ronaldo Vieira Bento, ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro, recebeu pagamentos do Banco Master e de empresas associadas após deixar o cargo. A informação consta na declaração do Imposto de Renda do banco, enviada à CPI do Senado, e foi divulgada pelo Intercept Brasil.

Conforme a reportagem, Bento e empresas ligadas a ele receberam 11 milhões de reais em dois anos. No período em que esteve à frente da pasta, entre março e dezembro de 2022, ele participou da regulamentação do empréstimo consignado para beneficiários do Auxílio Brasil.

Detalhes das transações

Após deixar o governo, Bento atuou na iniciativa privada em empresas do grupo Banco Master. O Intercept aponta que ele foi diretor-presidente do Banco Pleno e administrador da Mettacard Administradora de Cartões, que oferecia cartão consignado para servidores públicos, aposentados e pensionistas.

O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno em fevereiro deste ano, citando problemas financeiros e descumprimento de normas. A decisão incluiu a indisponibilidade de bens de Bento e de outros controladores e ex-administradores.

Do montante total, 773,3 mil reais foram pagos a Bento como pessoa física, enquanto o restante foi para empresas em que ele tinha participação. A maior parcela, 6,2 milhões, foi para a Meta Consultoria, empresa criada em 2023, da qual ele é sócio.

Contexto e desdobramentos

A assessoria de Bento informou que os valores correspondem a remuneração pelo trabalho prestado ao banco, devidamente declarada ao fisco, e que não houve irregularidade. O grupo também envolve a Mettacard, que recebeu 2,98 milhões do Banco Master durante o período em que Bento era administrador.

A Mettacard divulgava convênios com prefeituras e órgãos públicos para descontos em folha ligados ao cartão consignado. O governo do Paraná bloqueou novos descontos em folha das cartas da Mettacard e da Credcesta em novembro do ano passado, para proteção de servidores diante de suspeitas de fraude.

Investigações no Congresso sobre Bento não avançaram, segundo a reportagem. Pedidos na CPMI do INSS e na CPI do Crime Organizado não resultaram em ouvidos ao ex-ministro.

O tema envolve ainda o consignado do Auxílio Brasil, autorizado por medida provisória em 2022 e regulamentado após virar lei. Em 2023, a CGU apontou descontos indevidos em contratos com a Caixa entre 2022 e 2023, destacando casos de irregularidades ocorridas em outubro de 2022.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais