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Não é competitivo por natureza, aponta estudo

Embaixador da Índia em Washington afirma que Make in India não conflita com America First, destacando cooperação tecnológica e complementaridades entre os dois países

Indian Ambassador to the United States Vinay Mohan Kwatra speaks to U.S. President Donald Trump during an event celebrating Diwali in the Oval Office of the White House in Washington, D.C.
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  • O embaixador Vinay Kwatra diz que a cooperação em ciência e tecnologia entre Índia e Estados Unidos continua importante, com avanços em espaço, IA, semicondutores e materiais críticos; citações destacam cooperação com a NASA, missão de semicondutores e investimentos em infraestrutura de IA.
  • Kwatra afirma que “Make in India” não é contraditório com “America First”; as duas abordagens são complementares, com prioridades nacionais distintas que se alinham em várias áreas de parceria.
  • Sobre comércio, houve anúncio de entendimento tarifário provisório, mas a decisão da Suprema Corte dos EUA exigiu ajustes; as delegações dos dois países seguem trabalhando para finalizar o acordo o quanto antes.
  • Em mobilidade, Índia enfatiza a importância da migração legal de profissionais qualificados e mantém diálogo com a administração americana sobre H-1B e questões relacionadas.
  • Em relação a tensões regionais, a Índia condena ataques marítimos no estreito de Ormuz, pede desescalada e liberdade de navegação, destacando a importância de soluções diplomáticas para manter a paz na região.

Vinay Kwatra, embaixador da Índia nos EUA, defende que a cooperação tecnológica com Washington não é competitiva. Em entrevista publicada pela Foreign Policy, ele destacam avanços em espaço, IA, semicondutores e minerais críticos desde 2024, em meio a tensões políticas.

Kwatra afirma que a parceria bilateral não busca confronto, mas complementaridade entre prioridades nacionais. Cita o uso conjunto de recursos em IA, biotecnologia e defesa, além de projetos com a NASA e a missão de semicondutores que já apresenta possibilidades de produção.

O embaixador acrescenta que iniciativas como a India tech stack respondem às prioridades indianas e ao interesse do Sul Global. Ele diz que o objetivo é manter cadeias de suprimento confiáveis, com colaboração que beneficie ambas as partes.

Sobre a tensão entre Make in India e America First, Kwatra sustenta que os dois enfoques são compatíveis. Explica que diferentes especializações em semicondutores e fármacos se cruzam, fortalecendo a cooperação em vez de criar atritos.

O diplomata também aborda imigração e mobilidade de profissionais qualificados, reiterando apoio à mobilidade legal. Diz que discussões com a administração americana visam facilitar fluxo de talentos para a parceria econômico-tecnológica.

A respeito de negociações comerciais, Kwatra afirma que houve progresso desde o acordo preliminar, embora a arquitetura comercial tenha sido impactada por decisões da Suprema Corte dos EUA. O objetivo é concluir o acordo dentro do arranjo acordado.

Sobre o panorama regional, o embaixador ressalta que a relação com os EUA continua sólida sob diferentes administrações. Destaque para o diálogo com o secretário de Estado Marco Rubio e para a continuidade de encontros do Quad, com foco no interesse estratégico conjunto.

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