- Donald Trump saiu do JCPOA em 2018; hoje os EUA estudam um acordo preliminar com o Irã, parecido ou mais frágil que o anterior.
- Irã emergiu da guerra com liderança mais radical e força diplomática e econômica ampliadas, em parte por ter resistido a ataques e pelo controle do estreito de Ormuz.
- O acordo de 2015 previa limitar o enriquecimento de urânio e inspeções rigorosas, com suspensão de parte das sanções em troca de conformidade iraniana.
- Nas negociações atuais, Washington quer 20 anos sem enriquecimento, e Teerã pretende reduzir esse prazo para cinco anos; Teerã também aceita diluir urânio altamente enriquecido em vez de entregar o total.
- Observa-se possibilidade de liberação de parte de ativos iranianos congelados (em torno de 12 bilhões de dólares), mas Teerã não aceita discutir o abandono de mísseis ou o fim do apoio a milícias regionais.
O governo dos Estados Unidos negocia com o Irã um acordo nuclear preliminar que se aproxima do JCPOA assinado em 2015, mas em um contexto político mais desfavorável para o entendimento. A imprensa aponta que Teerã chega mais forte após anos de conflito regional e pressão econômica.
O objetivo é limitar o enriquecimento de urânio e facilitar a inspeção internacional, em troca de alívio parcial de sanções. O modelo discutido não foi confirmado oficialmente, mas circulam informações sobre prazos e compromissos.
O acordo anterior, firmado entre Irã e potências globais, exigia que Teerã não enriquecesse urânio acima de 3,67% e aceitasse inspeções rigorosas. Em contrapartida, haveria suspensão gradual de sanções.
Contexto histórico do JCPOA
O JCPOA envolveu EUA, França, Reino Unido, Rússia, China, Alemanha e UE. Irã concordou em reduzir drasticamente o enriquecimento de urânio e permitir verificações do OIEA, em troca de alívios graduais de sanções.
O novo entendimento, segundo vazamentos, manteria pilares parecidos, como limitações ao enriquecimento e retorno de inspetores. A diferença reside na posição de negociação de Teerã e no cenário regional.
Mudanças no cenário geopolítico
Irã emergiu com liderança mais assertiva, após resistência a ataques de Israel e dos EUA e após o impacto econômico do fechamento do estreito de Ormuz. O país pode exigir concessões maiores diante de sua posição fortalecida.
Analistas ressaltam que o endurecimento do discurso iraniano eleva o risco de rupturas caso as negociações se estendam ou se tornem ambíguas. Também se observa cautela com possíveis violações de acordo.
Pontos a serem discutidos
Entre os itens em debate estão o prazo para não enriquecimento, o destino do urânio altamente enriquecido e o retorno de inspetores. O montante de recursos congelados e o ritmo do alívio de sanções também aparecem na agenda.
As negociações devem ocorrer nas próximas semanas, após um pacto preliminar em Genebra. Em jogo está a tentativa de evitar uma escalada nuclear e manter um canal diplomático aberto entre as partes.
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