- Pauline Hanson afirmou que a Austrália deve ser monocultural, defende reduzir a imigração, apoia energia nuclear e quer reforçar o uso de carvão e gás.
- Em possível governo, o One Nation (Partido da Nação)ination cortaria departamentos de mudança climática e assuntos indígenas, derrubaria conselhos da administração pública e adotaria regulamentação rígida de inteligência artificial.
- O partido criticaria o SBS e reduziria ou eliminaria a ajuda parental paga, além de cortar direitos trabalhistas para favorecer pequenas empresas.
- Hanson chamou alguns parceiros internacionais de “S‑holes” por migração e agitação social, e disse que o governo deveria manter políticas mais restritivas.
- Durante o discurso no National Press Club, a líder ameaçou excluir uma jornalista de conferências, e disse que a apresentadora do SBS ficaria sem emprego se o One Nation vencesse.
A líder do One Nation, Pauline Hanson, afirmou em um discurso no National Press Club, em Canberra, que a Austrália deve ser monocultural, reduzir a imigração e apoiar energia nuclear. O objetivo, segundo ela, é promover estabilidade econômica e social.
Hanson defendeu ampliar o uso de carvão e gás, manter a coalizão com empresas e reduzir o papel do governo em áreas regulatórias. Ela sugeriu encerrar o SBS e reduzir gastos da ABC, além de reverter políticas de licenças e direitos trabalhistas.
A fala ocorreu diante de um público lotado e de repostas do setor público, que costuma analisar propostas de políticas públicas com cautela. A líder ressaltou que o país deve fortalecer alianças internacionais, apesar de críticas à imigração.
Entre as propostas, a candidata sinalizou cortes em departamentos de mudanças climáticas e assuntos indígenas, com maior intervenção governamental na regulação de IA. Ela afirmou manter a linha dura contra o que chamou de ideologias iliberais.
Durante a sessão de perguntas, a reportagem do Guardian Australia, Sarah Martin, questionou sobre ligações com a filha de Hanson e com um senador local. A líder reagiu, afirmando que a jornalista tem obceção com a família e com financiadores do partido.
Em seguida, a editora política da SBS, Anna Henderson, recebeu uma pergunta e Hanson indicou que poderia haver impacto profissional caso o partido chegue ao poder. A resposta gerou debates sobre liberdade de imprensa e pressões políticas.
A apresentação da líder do One Nation gerou comparações com estratégias de demagogia vistas em outros contextos políticos. Especialistas destacaram que o posicionamento apresenta risco de erosão de políticas públicas fundamentadas em dados.
Promotores de políticas públicas destacam a necessidade de foco em evidências, transparência e consultas com especialistas. A cobertura do evento reforça a importância de observar propostas sem distorção ou julgos antecipados.
Se a votação acompanhar a tendência atual, a campanha continuará com atenções renovadas sobre a atuação do One Nation e suas propostas em áreas sensíveis como imigração, clima e direitos civis. O tema permanece sob escrutínio público.
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