- Petroleiros iranianos cruzaram o estreito de Hormuz sob restrições dos Estados Unidos, com três navios fornecendo 3,8 milhões de barris no total, as primeiras exportações do Irã em dois meses.
- A passagem ocorreu dois dias antes da assinatura de um acordo entre EUA e Irã, que foi saudado pela declaração do G7 em Évian.
- O bloqueio naval imposto pelos EUA, estabelecido em meados de abril, teve suspensão mencionada por Teerã, ainda sem confirmação formal de Washington.
- O G7 afirmou que o acordo pode abrir caminho para estabilidade no Oriente Médio e destacou a possibilidade de uma iniciativa multinacional para garantir a segurança da navegação no Estreito de Hormuz.
- Também na cúpula, o G7 discutiu a situação na Ucrânia, possíveis sanções aos setores de petróleo da Rússia e aspectos de inteligência artificial com foco na proteção de menores.
Os primeiros petroleiros iranianos cruzaram o Estreito de Hormuz sob restrições navais impostas pelos EUA, conforme levantamento de TankerTrackers. O movimento ocorre dois dias antes da assinatura de um acordo para encerrar o conflito entre Washington e Teerã, anunciado na cúpula do G7 em Évian.
Três navios entraram no perímetro do bloqueio dos portos iranianos, com cerca de 3,8 milhões de barris no total. Essas são as primeiras exportações de petróleo bruto do Irã em dois meses. Ontem, Teerã informou a suspensão do bloqueio, mas a confirmação não foi recebida pelos EUA.
O bloqueio foi criado durante a escalada de tensões entre os dois países, com interceptação prevista de embarcações ligadas ao comércio iraniano. A passagem atual é vista como sinal de normalização do tráfego e antecede negociações sobre tema sensíveis, como o programa nuclear e sanções impostas pelos EUA.
G7 saúda acordo e aponta impactos
Na declaração de Évian, líderes do G7 classificaram o entendimento entre EUA e Irã como uma oportunidade para evitar avanços do Irã em armas nucleares e reduzir riscos regionais. O grupo reafirmou apoio à implementação do acordo e destacou a necessidade de segurança regional.
O G7 também ressaltou o papel de uma iniciativa multinacional liderada por França e Reino Unido para restaurar a segurança da navegação no Estreito de Hormuz, com proteção a embarcações e verificação de minas na região.
Cúpula e questões regionais
Os chefs de Estado do bloco defenderam um cessar-fogo no Líbano e o desarmamento do Hezbollah, com garantias internacionais de segurança. Ataques aéreos israelenses continuaram no sul do Líbano, apesar do acordo anunciado, resultando em mortes.
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou que o acordo EUA-Irã pode mudar o cenário regional e influenciar discussões sobre Ucrânia e Líbano, destacando mudanças de postura de Washington quanto à Rússia.
Ucrânia e agenda final
Durante a cúpula, Trump sinalizou disposição de restabelecer sanções contra as exportações de petróleo russas, citando a queda dos preços internacionais do petróleo como fator facilitador. A medida dependerá de próximos passos não detalhados pelo presidente.
No encerramento, a pauta inclui a inteligência artificial, com foco na proteção de menores no ambiente digital. O grupo discute restrições de acesso a redes sociais para menores de 15 ou 16 anos, com declaração conjunta prevista.
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