- André do Prado lançou hoje a pré-candidatura ao Senado em Guarulhos (Grande São Paulo), acompanhado do governador Tarcísio de Freitas e do senador Flávio Bolsonaro.
- A estratégia mira alinhamento com Flávio Bolsonaro e o governo, com um jingle que o vincula a Tarcísio e a Flávio, além de discurso que pediu união entre apoiadores.
- A presença contou com diversos lideranças do PL, Progressistas e outras siglas, além de um vídeo que mostrou a trajetória de Prado e apoio de prefeitos paulistas.
- O PL deve apresentar apenas Prado como candidato majoritário na chapa liderada por Tarcísio; Guilherme Derrite (Progressistas) já é confirmado como segundo senador na chapa.
- Eduardo Bolsonaro, que figura como suplente, foi condenado a quatro anos e dois meses de reclusão, com inelegibilidade de oito anos; ele reafirmou a participação na chapa e a expectativa de apoio de Prado.
André do Prado (PL-SP) lançou hoje sua pré-candidatura ao Senado Federal em Guarulhos, na Grande São Paulo. O ato teve a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do senador Flávio Bolsonaro (PL). A proposta busca ampliar o alinhamento da linha política defendida pela dupla junto ao eleitorado paulista.
O evento contou com a exibição de um vídeo que narra a trajetória de Prado e apresenta apoios de prefeitos de cidades paulistas. Prado afirmou que não quer ser apenas o braço direito de Tarcísio, repetindo a proximidade com Flávio Bolsonaro e sua família. Foi feita uma chamada à mobilização de votos da direita e do centro.
No palanque, além de Tarcísio e Flávio, estavam autoridades como Lucas Sanches (PL), prefeito de Guarulhos; Valdemar Costa Neto, presidente do PL; Ricardo Nunes (MDB), prefeito de São Paulo; Guilherme Derrite (PP), pré-candidato ao Senado por SP; Sóstenes Cavalcante (PL), deputado federal; Rosana Valle, presidente do PL Mulher; e Rogério Marinho (PL-PN), senador e coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
Agenda é vista como início de uma estratégia conjunta com Flávio Bolsonaro, com Prado buscando ampliar vínculos com agendas do governo. Sinalizou-se, ainda, que a aproximação visa ampliar a base de apoio para a chapa liderada por Tarcísio, mantendo ligação com o bolsonarismo.
Antes do discurso, houve a leitura de mensagens de Jair Bolsonaro. O ex-presidente gravou pronunciamento enfatizando o esforço pela recuperação do país, em tom de união entre militância e apoiadores. O clima de continuidade, segundo os organizadores, reforça o objetivo de consolidar a candidatura de Prado ao Senado.
Eduardo Bolsonaro, que acompanha Prado como suplente, participou por meio de um vídeo e reforçou que continuará compondo a chapa. A pré-candidatura sofre um entrave institucional: Eduardo foi declarado inelegível pela Primeira Turma do STF, o que pode impactar a composição da chapa.
Durante o evento, Prado mencionou que a vaga ao Senado seria dele, referindo-se à atuação conjunta com Eduardo. Em seguida, agradeceu o apoio de Eduardo e reforçou o compromisso de defender pautas da direita no Senado, com o apoio dos aliados e do deputado.
A chapa de Prado ao Senado terá Guilherme Derrite como o segundo nome confirmado, já ligado ao PP. O PL pretende lançar apenas o presidente da Alesp como candidato majoritário na chapa que tem Tarcísio como cabeça de chapa. Derrite destacou a parceria com Prado na Alesp, especialmente em ações contra organizações criminosas na Baixada Santista.
Condenação de Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro teve a pena fixada em quatro anos e dois meses de reclusão, com início de cumprimento em regime semiaberto e pagamento de 50 dias-multa. Ele ficou inelegível por oito anos e perdeu o cargo de escrivão da Polícia Federal. A denúncia envolve supostas articulações para coibir decisões do STF com sanções dos EUA, visando favorecer o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em prisão domiciliar.
O caso foi relatado pelo Supremo Tribunal Federal, e o ministro Alexandre de Moraes afirmou que o objetivo era beneficiar o então deputado Eduardo e, indiretamente, Bolsonaro. Moraes ressaltou que a ação prejudicou o país e desafiou a autoridade da corte. A defesa de Eduardo nega motivação política, sustentando que não houve tentativa de coação.
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