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Jaques Wagner e Master: DNA do PT mais presente do que ninguém

Caso Banco Master expõe ligação de Jaques Wagner ao esquema de crédito consignado, ampliando o alcance do caso a vinte e quatro estados

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  • Mensagem enviada por Augusto Lima ao senador Jaques Wagner aponta que ele “sabia da história” do Credcesta, ligado ao Banco Master.
  • Credcesta foi criado no governo Rui Costa (PT) na Bahia, com Wagner na função de secretário; o acordo garantiu monopólio de quinze anos para cartão de crédito consignado e desconto de até trinta por cento em folha de servidores e aposentados.
  • Juros chegavam a seis por cento ao mês; decreto de Rui Costa impediu a portabilidade, prendendo duzentos e cinquenta mil servidores ao sistema.
  • O esquema se expandiu do Bahia para o Banco Master, operando em vinte e quatro estados e dezenas de municípios.
  • A Polícia Federal investiga se Wagner atuou em pautas no Senado envolvendo consignados, Fundo Garantidor de Créditos e a tentativa de venda ao BRB, em troca de vantagens.

Jaques Wagner (PT-BA) aparece em conversas apreendidas pela Polícia Federal associadas ao Banco Master, em uma linha que reforça vínculos entre o esquema e o núcleo petista. Um trecho de mensagem compartilhada entre Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro, e o senador indica envolvimento direto do político nos bastidores.

A investigação aponta para o Credcesta, cartão de crédito consignado que teria sido criado durante governos do PT na Bahia. O acordo, segundo as informações, teria concedido 15 anos de monopólio e facilidades de desconto de folha para servidores e aposentados, mantendo juros que chegaram a 6% ao mês.

Conforme as apurações, o crediário ampliou o alcance do Banco Master para 24 estados e dezenas de municípios. A mensagem sugere que Wagner tinha participação efetiva, vinculando o senador ao início da operação no governo Rui Costa, também do PT.

Origem do Credcesta e o papel de Wagner

A investigação aponta que Augusto Lima estruturou o negócio, com Wagner recebendo chancela formal. O modelo estaria ligado a vantagens obtidas no contexto do programa, segundo a PF, que analisa possíveis impactos em pautas do Senado.

Possíveis benefícios e desdobramentos

Entre as linhas de apuração estão supostos favorecimentos ao banco em votações sobre consignados, Fundo Garantidor de Créditos e uma eventual venda ao BRB. A PF investiga ainda se houve operações de interesses pessoais, como viagens ou aquisições de imóveis vinculadas ao caso.

O caso envolve ainda questões administrativas e políticas, com o objetivo de entender se o esquema foi gestado nos governos petistas na Bahia e expandiu-se para outras regiões. As informações estão sendo reunidas pelas autoridades competentes para esclarecer os fatos.

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