- A frase “A esperança vai vencer o medo” nasceu a partir de um poema de Gilberto Freyre lido em um evento no Rio de Janeiro, durante a campanha de Lula em 2002, conforme Fernando Morais na biografia sobre Lula.
- Morais afirma que quem recitou o poema foi ele próprio, para evitar parecer vaidoso, e Lula passou a mencioná-lo nos palanques após a conversa com o escritor.
- A ideia foi adaptada pela equipe de comunicação de Lula, com a participação de Duda Mendonça, que criou a versão associada ao slogan da campanha de 2002.
- O slogan de 2002 foi reapresentado na campanha vitoriosa de 2022 com a variação “a esperança vai vencer o ódio”.
- Flávio Bolsonaro repetiu a frase em evento de lançamento da pré-candidatura de André Passos (PL) ao Senado em São Paulo, ocorrido em Guarulhos no dia de ontem.
Ao que tudo indica, o slogan que marcou a campanha de Lula em 2002, a esperança vai vencer o medo, voltou às manchetes após um discurso de Flávio Bolsonaro. O trecho ganhou vida durante um evento em Guarulhos, São Paulo, na tarde de ontem.
Segundo o relato, o slogan nasceu a partir da leitura de um poema do sociólogo Gilberto Freyre em um evento no Rio de Janeiro. Um orador leu o poema O outro Brasil vem aí, durante uma celebração de campanha no restaurante Porcão.
A história aparece no segundo volume da biografia Lula, de Fernando Morais, publicada pela Companhia das Letras em abril. O autor relata que o poema ajudou o orador improvisado a manter o ritmo do discurso diante de um momento sem roteiro.
Origem e personagens
Morais descreve que, ao final da declamação, houve referência indireta à frase de Regina Duarte, que afirmou ter medo diante de uma possível vitória de Lula. O narrador afirma ter improvisado após ser convocado pelo cantor Gilberto Gil.
O próprio Morais afirma que Lula teria se aproximado após descer do palco e passou a mencionar o poema em palanques, com o desfecho de encerrar o discurso com o tema da esperança.
Intervenção dos marqueteiros
O relatório de Morais indica que Duda Mendonça, então marqueteiro de Lula, adaptou o discurso e cristalizou a expressão a esperança vai vencer o medo. A partir daí, a frase ganhou uso recorrente em comícios.
Na época, houve uma correção sobre a origem da frase, com Mendonça citando a fala do próprio Gilberto Freyre como fonte. A narrativa reforça a prática de reaproveitar elementos poéticos no discurso político.
Situação atual
Em Guarulhos, Flávio Bolsonaro repetiu a linha em um evento de lançamento da pré-candidatura de André Passos ao Senado por São Paulo. O congressista declarou que a missão é real e que a esperança vai vencer o medo neste ano.
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