- O senador Jaques Wagner (PT-BA) está próximo de deixar a liderança do governo no Senado, após ser citado na operação da Polícia Federal que investiga o caso Banco Master.
- A expectativa é de que ele entregue o cargo em conversa com o presidente Lula ainda nesta semana, para tentar encerrar o desgaste provocado pela apuração.
- Lula é visto como favorável a que Wagner tome a iniciativa, para evitar constrangimento de manter um aliado de longa data na função.
- A permanência de Wagner também é contestada pela condução da crise e pelo impacto na defesa de apuração rigorosa, além de atrapalhar a estratégia do PT em relação às suspeitas envolvendo Flávio Bolsonaro.
- Apesar da tendência de saída, Wagner continua com peso estratégico no PT e, segundo aliados, Lula não pretende afastá-lo politicamente, mantendo o apoio à sua reeleição na Bahia.
Jaques Wagner, líder do governo no Senado pelo PT, está próximo de deixar o posto. A saída ocorre após a Polícia Federal relacionar o senador ao caso Master, no qual apura-se a possível vantagem obtida para interesses de terceiros. A avaliação é de que a transição seja feita ainda nesta semana.
Aliados afirmam que Lula pode incentivar Wagner a entregar o cargo em conversa prevista para acontecer ainda nesta semana. A ideia é reduzir o desgaste gerado pela investigação e preservar a relação entre ambos, mantendo a harmonia interna no PT.
A PF investiga supostas vantagens indevidas ligadas ao Banco Master, envolvendo Wagner, o banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-sócio Augusto Lima. Wagner nega irregularidades e afirma ter confiança no presidente.
No Planalto, a permanência de Wagner ganhou contornos políticos desfavoráveis. Mantê-lo no cargo seria visto como dificuldade de sustentar o discurso de apuração rigorosa do caso Master, além de dificultar a estratégia do PT em relação a outros personagens ligados ao escândalo.
A condução da crise também pesou. Governistas consideraram inadequadas declarações de Wagner após a operação, que pareciam indicar apoio à continuidade no posto. A percepção interna é de que a fala aumentou a pressão sobre o presidente.
Apesar da tendência de saída, ainda há fatores que ajudam a manter Wagner no cargo nos últimos dias. A relação longa com Lula e o papel histórico do senador pesam na decisão. Também há cautela com o timing de uma troca.
Além disso, o PT avalia que uma substituição imediata poderia ser interpretada como reconhecimento de culpa antes do avanço das investigações. O desgaste já vinha se acumulando antes da ação da PF.
A prioridade de Lula, segundo aliados, é manter Wagner próximo politicamente. O governo tem interesse em preservar a aliança com Wagner na Bahia, estado estratégico para a reeleição petista em 2026, mantendo o apoio à candidatura do senador.
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