- Lula definirá se mantém Jaques Wagner na liderança do governo no Senado após a pressão dentro do PT, em reunião prevista com o presidente entre terça e quinta-feira.
- Wagner é alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, com apuração de possível recebimento de vantagens para atuar a favor do banqueiro Daniel Vorcaro do Banco Master.
- O senador nega irregularidades, afirma que seus bens e movimentações são declarados e diz que não pretende deixar o cargo por vontade própria.
- Governo e aliados veem a situação como de maior delicadeza política, com integrantes do PT defendendo a saída para evitar desgaste na pré-campanha de 2026.
- Entre os cenários debatidos estão a saída voluntária, um pedido de Lula para substituição ou, menos provável, a permanência de Wagner.
A decisão sobre a continuidade do senador Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo no Senado ainda não ocorreu. A definição deve sair de uma reunião com o presidente Lula, após Wagner ter sido alvo da nona fase da Operação Compliance Zero na semana passada. A investigação mira possíveis favorecimentos a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Wagner nega irregularidades e afirma que seus bens e movimentos estão devidamente declarados. Mesmo assim, aumenta a pressão interna para que ele deixe o cargo, diante da crise gerada pela operação e do risco de desgastar o governo.
O caso envolve relatos de vantagem indevida para atuar politicamente a favor de Vorcaro, com menção a um imóvel, repasses financeiros e dinheiro em espécie. O senador sustenta que não houve qualquer irregularidade e que não há provas apresentadas até o momento.
O embate institucional se agrava pelo contexto eleitoral, com aliados do Planalto avaliando que a permanência de Wagner pode ampliar o desgaste da imagem do governo. A expectativa é de que Lula discuta o assunto pessoalmente com o senador entre terça e quinta-feira.
A entrevista de Wagner após a operação gerou interpretações sobre lealdade e estratégia. Ele afirmou que permanece na liderança até que o presidente peça o afastamento, e ressaltou a relação de confiança com Lula como fator de sustentação no cargo.
Nos bastidores, deputados e integrantes do PT defendem a saída de Wagner para evitar que a crise seja explorada pela oposição. Questionamentos sobre a capacidade de gestão do governo também entram na pauta interna.
Entre as alternativas consideradas, estão a saída voluntária do senador, um pedido direto de Lula para substituição ou, menos provável, a manutenção do cargo. A decisão depende de uma conversa entre Lula e Wagner, marcada para ocorrer no Palácio do Planalto.
A reunião presencial é vista como essencial para tratar de um tema sensível. A comunicação por telefone é considerada insuficiente para discutir o impacto político e institucional da questão. O desfecho pode repercutir o cenário para a disputa eleitoral de 2026.
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