- O PT busca acelerar a definição sobre Jaques Wagner para preservar o principal palanque de Lula na Bahia, diante das investigações sobre o Banco Master.
- A decisão sobre a permanência de Wagner na liderança do governo no Senado deve sair nos próximos dias, antes das comemorações do 2 de julho.
- Lula e Wagner devem se reunir para tratar do tema na quarta-feira, 24 de junho, segundo a campanha.
- O PT pretende manter Wagner no palanque da Bahia, onde ele é candidato à reeleição e integra núcleo político próximo ao governador Jerônimo Rodrigues e ao ex-governador Rui Costa.
- O 2 de julho, em Salvador, é visto como vitrine estratégica do PT na Bahia, com o presidente participando de atos e inaugurações, mantendo o estado como principal reduto eleitoral.
A direção da campanha de Lula discute a saída de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado para preservar o palanque petista na Bahia. A pauta saiu em reunião realizada em Brasília, na segunda-feira 22, próximo às comemorações do 2 de Julho. O objetivo é manter a liderança de Wagner sob controle, sem ampliar o desgaste provocado pela investigaçao ligada ao caso Banco Master.
A avaliação entre auxiliares é que a definição sobre a permanência de Wagner precisa sair nos próximos dias, antes dos atos na Bahia. Lula deve discutir o tema diretamente com o senador em reunião prevista para quarta-feira 24, buscando equilíbrio entre vida pública e campanha eleitoral.
Apesar da pressão para que Wagner deixe o posto, o PT trabalha para manter o senador no principal palanque da Bahia. Wagner é candidato à reeleição e integra o núcleo político que sustenta o grupo liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues, o ex-governador Rui Costa e outras lideranças locais. Lula planeja atuar em Salvador para fortalecer esse eixo.
A preocupação é evitar que a crise envolvendo Wagner atinja o maior reduto eleitoral do presidente. A Bahia foi decisiva para a vitória de Lula em 2022 e continua estratégica para a reeleição. Dirigentes avaliam que definir a liderança sem demora evita ruídos durante a campanha.
Participaram da reunião da coordenação da campanha de Lula na sede do PT: Edinho Silva, Gilberto Carvalho, Mônica Valente, José Sérgio Gabrielli, José de Filippi e Luna Zaratini. Havia consenso de que a decisão cabe a Lula e Wagner, mas a pressa para evitar desgaste também ficou clara.
No 2 de julho, Lula participa, pela quarta vez, das comemorações da independência da Bahia. O evento inclui desfile cívico em Salvador, a reinauguração do Teatro Castro Alves e compromissos institucionais do governo federal. A Bahia figura como vitrine da força eleitoral do PT no Nordeste, especialmente fora de Brasília.
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