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Menina de 12 anos é enterrada em São João de Meriti após ser baleada na frente da mãe

- Nycolly Moraes da Silva, de 12 anos, foi morta durante operação policial em São João de Meriti. - Mãe de Nycolly, Cláudia, também foi ferida e recebeu alta após a tragédia. - Velório da menina foi marcado por dor e indignação da família e amigos. - Investigação aponta que a Polícia Militar não socorreu as vítimas rapidamente. - ONG Rio de Paz destaca aumento de crianças vítimas de bala perdida no Rio de Janeiro.

Parentes, amigos e colegas de Nycolly Moraes da Silva, de 12 anos, se reuniram para o sepultamento da menina, que foi morta a tiros na comunidade Buraco Quente, em São João de Meriti, na manhã de quinta-feira (18). A mãe, Cláudia Morais, que também foi baleada na perna durante o tiroteio, estava ao lado do […]

Parentes, amigos e colegas de Nycolly Moraes da Silva, de 12 anos, se reuniram para o sepultamento da menina, que foi morta a tiros na comunidade Buraco Quente, em São João de Meriti, na manhã de quinta-feira (18). A mãe, Cláudia Morais, que também foi baleada na perna durante o tiroteio, estava ao lado do caixão, visivelmente abalada. O pai, Gelson Moreira, expressou sua dor, pedindo paz e bênçãos até para quem disparou. A família conseguiu realizar o funeral graças à solidariedade do dono da funerária, que arcou com os custos.

Nycolly foi atingida no tórax enquanto comprava um refrigerante com a mãe. Em um vídeo gravado após os disparos, a menina aparece caída no chão, enquanto moradores tentam socorrê-la. A Polícia Militar informou que os agentes estavam na comunidade para investigar um indivíduo em uma motocicleta roubada, quando foram atacados. A ONG Rio de Paz destacou que, desde 2020, cinquenta crianças foram vítimas de balas perdidas no estado do Rio, todas com até 14 anos.

A família de Nycolly alega que os policiais demoraram a prestar socorro. Cláudia foi levada ao hospital uma hora após o tiroteio, enquanto a menina morreu no local. O comando do 21º BPM instaurou um procedimento para investigar as circunstâncias do ocorrido. Um homem foi detido com uma moto roubada, e o caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, que já ouviu testemunhas e agentes presentes na cena.

O velório de Nycolly ocorreu no Crematório Metropolitano São João Batista, e a cremação foi realizada no mesmo dia. Parentes relataram que o socorro foi inadequado, com os policiais mais preocupados em registrar a cena do que em ajudar. A avó de Nycolly, Regina Moraes, recordou o desespero ao ver a neta caída. A PM reafirmou que os agentes não dispararam durante a ocorrência, mas a situação gerou indignação entre os familiares, que clamam por justiça.

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