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Corregedoria investiga cinco policiais por envolvimento em quadrilha de assaltos a bocas de fumo

- Relatório da Corregedoria revela que cinco PMs formam quadrilha "Fantasmas". - Quadrilha é responsável por assaltos a bocas de fumo em São Gonçalo e Itaboraí. - Dois assaltos resultaram em mortes, evidenciando a gravidade da situação. - Policiais tentaram encobrir crimes alegando serem vítimas de roubos. - Uso de armamento da PM em ações criminosas levanta preocupações sobre corrupção.

Um relatório da Polícia Militar revelou a participação de cinco agentes em uma quadrilha que realiza assaltos a bocas de fumo em São Gonçalo e Itaboraí. O documento menciona pelo menos seis assaltos, incluindo dois que resultaram em mortes. O grupo, autodenominado “Fantasmas”, utiliza armamento da corporação para os ataques e posteriormente negocia armas e […]

Um relatório da Polícia Militar revelou a participação de cinco agentes em uma quadrilha que realiza assaltos a bocas de fumo em São Gonçalo e Itaboraí. O documento menciona pelo menos seis assaltos, incluindo dois que resultaram em mortes. O grupo, autodenominado “Fantasmas”, utiliza armamento da corporação para os ataques e posteriormente negocia armas e drogas com outros criminosos. A informação foi divulgada pelo jornal Extra.

Um dos assaltos ocorreu no Buraco Quente em 13 de setembro, onde o cabo Patrick Polycarpo Sodré foi identificado em um vídeo rendendo traficantes. Após recolherem materiais da boca de fumo, os assaltantes liberaram os vendedores e fugiram em 47 segundos. Outro crime, em 16 de maio do ano passado, envolveu o sargento Davi da Silva Palhares, que foi baleado durante uma suposta tentativa de roubo, mas a corregedoria aponta que ele estava, na verdade, atacando uma boca de fumo.

Em 19 de junho de 2024, a quadrilha atacou novamente, desta vez no Morro do Galão, utilizando três veículos, incluindo uma Mercedes-Benz. Na mesma madrugada, o cabo Polycarpo foi baleado na cabeça e, segundo o relatório, ele também estava envolvido em um assalto a uma boca de fumo. A corregedoria destaca que ambos os agentes tentam justificar seus ferimentos como resultado de tentativas de roubo, mas as investigações indicam que estavam envolvidos em ações ilícitas.

O relatório da corregedoria da PM enfatiza a gravidade da situação, apontando que os militares podem ter cometido crimes utilizando equipamentos da corporação. A Secretaria de Polícia Militar afirmou que as investigações estão sendo conduzidas de forma técnica e minuciosa, sem a divulgação de dados que possam prejudicar as apurações.

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