Na costa do Pacífico da Colômbia, no município de La Tola, Nariño, encontra-se a ilha de Mulatos, que tem atraído atenção por suas características peculiares. Os habitantes, conhecidos como “vikings” ou “culimochos”, possuem peles claras e olhos azuis, traços raros na região. Segundo relatos locais, seus ancestrais chegaram há mais de 200 anos, dedicando-se à […]
Na costa do Pacífico da Colômbia, no município de La Tola, Nariño, encontra-se a ilha de Mulatos, que tem atraído atenção por suas características peculiares. Os habitantes, conhecidos como “vikings” ou “culimochos”, possuem peles claras e olhos azuis, traços raros na região. Segundo relatos locais, seus ancestrais chegaram há mais de 200 anos, dedicando-se à construção de barcos de estilo europeu, o que originou o apelido de culimochos.
Existem diversas teorias sobre a origem dessas características genéticas. Uma das mais notáveis sugere que tripulantes de um navio viking se estabeleceram na área, contribuindo para a formação da comunidade. Outra hipótese aponta para a colonização espanhola, onde europeus se misturaram com a população local, transmitindo suas características ao longo do tempo.
Para preservar sua linhagem, os moradores praticavam casamentos entre primos de segundo ou terceiro grau. Historicamente, havia barreiras sociais que dificultavam a miscigenação, com relatos de que mulheres da comunidade evitavam relacionamentos com pessoas de pele mais escura, temendo a perda de suas características genéticas. Contudo, essas barreiras têm diminuído, e hoje é comum encontrar famílias com ascendência afro-colombiana na ilha.
Apesar de sua singularidade, a população de Mulatos enfrenta desafios significativos, como abandonos do Estado, mares tempestuosos, erosão e mudanças climáticas severas. Essas questões impactam a qualidade de vida dos habitantes, que buscam formas de se adaptar e sobreviver em um ambiente em constante transformação.
Entre na conversa da comunidade