Pela primeira vez na América do Sul, foi descoberta uma espécie de escorpião capaz de “espirrar” seu veneno, denominada Tityus achilles. Identificado na região de Cundinamarca, em Bogotá, Colômbia, o novo gênero foi apresentado em um artigo no Zoological Journal of the Linnean Society. Antes dessa descoberta, apenas duas espécies com essa habilidade eram conhecidas, […]
Pela primeira vez na América do Sul, foi descoberta uma espécie de escorpião capaz de “espirrar” seu veneno, denominada Tityus achilles. Identificado na região de Cundinamarca, em Bogotá, Colômbia, o novo gênero foi apresentado em um artigo no Zoological Journal of the Linnean Society. Antes dessa descoberta, apenas duas espécies com essa habilidade eram conhecidas, uma na América do Norte e outra na África.
O veneno dos escorpiões é normalmente produzido na cauda, especificamente no télson, onde se localizam as glândulas venenosas. No caso do Tityus achilles, a pulverização do veneno ocorre sem necessidade de contato físico, servindo como um mecanismo de defesa contra predadores. A anatomia do escorpião sugere que ele pode direcionar o veneno para os olhos e nariz de suas presas, embora essa estratégia não seja tão eficaz quanto a picada.
Léo Laborieux, aluno de mestrado na Universidade Ludwig Maximilian de Munique, conduziu experimentos com o T. achilles para observar sua capacidade de espirrar veneno. Em testes com dez escorpiões jovens, foram registradas 46 ejetações de veneno, alcançando até 36 centímetros de distância. A maioria dos jatos foi direcionada para a frente, com alguns atingindo direções variadas, e a maior parte do veneno era uma substância chamada pré-veneno, liberada antes do veneno efetivo.
Atualmente, existem mais de 2.000 espécies de escorpiões documentadas no mundo, sendo 172 delas encontradas no Brasil, segundo um estudo do Instituto Butantan realizado em 2022. A descoberta do Tityus achilles amplia o conhecimento sobre a diversidade e adaptações dos escorpiões na natureza.
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