Na última sexta-feira, o Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA liberou cerca de 2,2 bilhões de galões de água de reservatórios na Califórnia Central, após ordem do presidente Donald Trump. A intenção era direcionar a água para a Califórnia do Sul, que sofreu com incêndios. Trump comemorou a ação em suas redes sociais, afirmando […]
Na última sexta-feira, o Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA liberou cerca de 2,2 bilhões de galões de água de reservatórios na Califórnia Central, após ordem do presidente Donald Trump. A intenção era direcionar a água para a Califórnia do Sul, que sofreu com incêndios. Trump comemorou a ação em suas redes sociais, afirmando que a água estava “fluindo na Califórnia” e beneficiaria agricultores e Los Angeles.
Entretanto, especialistas em recursos hídricos apontaram que a água liberada não chegará a Los Angeles e que a liberação durante a estação chuvosa é um desperdício. Heather Cooley, diretora de pesquisa do Pacific Institute, destacou que a água foi retida para evitar escassez no verão, e sua liberação pode comprometer a agricultura na região. De acordo com Trump, a liberação inicial foi de 1,6 bilhão de galões, com previsão de atingir 5,2 bilhões em três dias.
A água foi descarregada no leito seco do Lago Tulare, conforme comunicado do senador Alex Padilla. A declaração de autoridades locais indicou que a água liberada foi utilizada apenas para demanda limitada de irrigação e recarga de aquíferos. Cooley expressou preocupação, afirmando que essa liberação não traz benefícios e pode agravar a situação hídrica dos agricultores californianos.
A diretora do Departamento de Recursos Hídricos da Califórnia, Karla Nemeth, informou que houve pouca coordenação entre os oficiais federais e os gestores estaduais e locais sobre as liberações. Ela ressaltou que a decisão não envolveu a participação do estado, o que é incomum em situações de operação. A água de Los Angeles provém de reservatórios estaduais e do Rio Colorado, sendo que os sistemas de água da região são distintos dos reservatórios que abastecem o Vale Central, onde a agricultura é predominante.
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