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Descoberta de ossos de mulher grávida revela sacrifício ritual de 1.200 anos no Equador

- Arqueólogos descobriram corpo de mulher grávida, datado de 1.200 anos. - Sacrifício ocorreu durante El Niño, visando boas colheitas e fertilidade. - Mulher, de 17 a 20 anos, tinha status elevado na cultura Manteño. - Enterro inclui artefatos valiosos, indicando importância social e política. - Estudo revela práticas raras de sacrifício entre populações costeiras do Equador.

O corpo desmembrado de uma mulher grávida e seu feto, possivelmente vítimas de um sacrifício ritual, foram encontrados em uma escavação no Equador, revelando práticas da cultura pré-colombiana Manteño. O achado, datado em cerca de 1.200 anos, foi publicado na revista *Latin American Antiquity* em 23 de janeiro e liderado pela bioarqueóloga Sara L. Juengst, […]

O corpo desmembrado de uma mulher grávida e seu feto, possivelmente vítimas de um sacrifício ritual, foram encontrados em uma escavação no Equador, revelando práticas da cultura pré-colombiana Manteño. O achado, datado em cerca de 1.200 anos, foi publicado na revista *Latin American Antiquity* em 23 de janeiro e liderado pela bioarqueóloga Sara L. Juengst, da Universidade da Carolina do Norte.

Os arqueólogos descobriram que a mulher, entre 17 e 20 anos, estava no último trimestre da gestação e apresentava marcas de traumas brutais, incluindo uma fratura no crânio e cortes nos ossos. O estudo sugere que o sacrifício ocorreu durante um período de frequentes ocorrências do fenômeno climático El Niño, que impactava a agricultura e a saúde na região. Acredita-se que a fertilidade da mulher poderia ter sido vista como uma forma de garantir sucesso nas colheitas.

Os artefatos encontrados, como conchas e lâminas de obsidiana, indicam que a mulher tinha um status elevado, possivelmente ligada a práticas de poder feminino na sociedade Manteño. A disposição dos objetos sobre o corpo sugere um tratamento especial, enquanto a remoção da perna pode ter sido uma punição. Os pesquisadores ressaltam a necessidade de mais investigações para entender os fatores sociais e ambientais que levaram a esse sacrifício.

A descoberta lança luz sobre o papel das mulheres na cultura Manteño, onde elas poderiam ter posições de poder significativas. A análise dos enterros sugere que, para eliminar uma rival, era necessário sacrificar não apenas a mulher, mas também seu filho não-nascido, refletindo a complexidade das dinâmicas sociais da época.

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