Carlos Augusto Nascimento de Souza, de 26 anos, foi morto por policiais durante uma operação no Morro do Boa Vista, em Niterói, na sexta-feira (7), visando o combate ao tráfico de drogas. Ele deixa uma filha de três anos. Após a morte, familiares e amigos protestaram, bloqueando a Avenida Jansen de Melo com fogo, em […]
Carlos Augusto Nascimento de Souza, de 26 anos, foi morto por policiais durante uma operação no Morro do Boa Vista, em Niterói, na sexta-feira (7), visando o combate ao tráfico de drogas. Ele deixa uma filha de três anos. Após a morte, familiares e amigos protestaram, bloqueando a Avenida Jansen de Melo com fogo, em sinal de indignação.
A Polícia Militar informou que agentes do 12º BPM realizavam patrulhamento na comunidade quando foram atacados a tiros. Carlos foi atingido e levado ao Hospital Estadual Azevedo Lima. Um homem e um adolescente que fugiram foram capturados posteriormente. A família de Carlos nega seu envolvimento com o tráfico, afirmando que ele era vendedor autônomo.
Roberta de Souza, irmã de Carlos, relatou que ele estava a caminho da casa dela quando foi baleado. Segundo ela, os policiais pediram que as crianças se retirassem da rua antes de dispararem. Carlos foi atingido na cabeça, na perna direita e no ombro esquerdo. Roberta questionou a ausência de câmeras corporais dos agentes durante a operação, ressaltando que Carlos não merecia morrer daquela forma.
A Polícia Militar alegou que Carlos tinha anotações criminais por diversos delitos, incluindo roubo e violência doméstica. Durante a operação, foram apreendidas 70 pedras de crack, 45 trouxinhas de maconha, uma pistola e um radiotransmissor. O caso está sendo investigado pela 76ª DP de Niterói.
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