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Calor extremo prejudica aprendizagem em escolas e gera revolta entre alunos

- Alunos de Praia Grande e Niterói protestam contra calor extremo nas aulas. - O governo do Rio Grande do Sul adiou o início do ano letivo por altas temperaturas. - Estudo de Harvard revela que calor reduz desempenho acadêmico em até 14%. - Apenas 30% das salas de aula no Brasil têm climatização adequada, segundo dados. - São Paulo investe R$ 350 milhões para aumentar escolas climatizadas em 69 vezes.

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Os alunos da Escola Estadual Rubens Paiva, em Praia Grande (SP), manifestaram descontentamento ao se recusar a entrar nas salas de aula devido ao calor extremo. Em Niterói (RJ), um estudante levou um ventilador de casa para se refrescar durante as aulas. No Rio Grande do Sul, o início do ano letivo foi adiado, refletindo […]

Os alunos da Escola Estadual Rubens Paiva, em Praia Grande (SP), manifestaram descontentamento ao se recusar a entrar nas salas de aula devido ao calor extremo. Em Niterói (RJ), um estudante levou um ventilador de casa para se refrescar durante as aulas. No Rio Grande do Sul, o início do ano letivo foi adiado, refletindo a falta de climatização em setenta por cento das salas de aula do Brasil. Pesquisas indicam que temperaturas acima de 32ºC podem reduzir o desempenho acadêmico em até 14%.

Um estudo de Harvard, conduzido por Jisung Park, revela que a exposição ao calor pode resultar em um aprendizado seis por cento inferior para estudantes brasileiros em comparação aos sul-coreanos, impactando a diferença no desempenho no Pisa. Pesquisadores da Universidade Jiao Tong de Xangai destacam que o aumento da temperatura afeta a atividade cerebral e a saturação de oxigênio no sangue, prejudicando a cognição. Professores relatam que o calor intenso causa agitação e desconcentração entre os alunos.

Desde 2023, o Brasil enfrenta ondas de calor, com temperaturas superando 35ºC e sensação térmica acima de 50ºC. Apenas trinta por cento das salas de aula na educação básica pública possuem climatização, e em São Paulo, esse número cai para nove por cento. Em resposta, a rede estadual do Rio cortou o tempo de aulas em escolas sem climatização, enquanto o início do ano letivo no Rio Grande do Sul foi adiado por questões climáticas.

O governo do Rio Grande do Sul alocou R$ 180 milhões para resolver problemas pontuais, como a compra de ar-condicionado. Em São Paulo, o número de escolas climatizadas aumentou de nove para 1.056 unidades, com um investimento de R$ 350 milhões. O Ministério da Educação também oferece suporte para ações de climatização, incluindo a aquisição de ventiladores e ar-condicionados.

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