Os funcionários remanescentes da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) estão enfrentando um momento crítico após a demissão de centenas de especialistas em previsão do tempo e ciências da Terra. “É um dia difícil e sombrio”, afirmou um empregado do Serviço Nacional de Meteorologia, que faz parte da NOAA. As demissões, que podem chegar a […]
Os funcionários remanescentes da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) estão enfrentando um momento crítico após a demissão de centenas de especialistas em previsão do tempo e ciências da Terra. “É um dia difícil e sombrio”, afirmou um empregado do Serviço Nacional de Meteorologia, que faz parte da NOAA. As demissões, que podem chegar a 800 funcionários, afetaram diversas divisões da agência, comprometendo a entrega de informações vitais à população. A magnitude dos cortes ainda está sendo avaliada, mas já há preocupações sobre suas consequências para a segurança pública e a economia.
A senadora Maria Cantwell, do estado de Washington, destacou que “a força de trabalho da NOAA mantém as pessoas vivas” e fornece suporte científico essencial para comunidades. Os demitidos expressaram frustração e tristeza, muitos deles tendo perdido empregos que consideravam seus “sonhos”. Tom Di Liberto, um cientista climático demitido, criticou a falta de compreensão de líderes como Elon Musk e o ex-presidente Donald Trump sobre o papel da NOAA em servir à sociedade sem interesses ocultos.
Os cortes impactaram também a equipe responsável pela precisão das previsões de furacões, que depende de modelos meteorológicos desenvolvidos por cientistas da NOAA. Andrew Hazelton, um dos demitidos, enfatizou que “não se deve eliminar um grupo com essa combinação de motivação e expertise” se o objetivo é melhorar a eficiência da organização. Além disso, a saída de meteorologistas experientes pode prejudicar a capacidade de prever eventos climáticos extremos, aumentando o risco de perdas humanas e materiais.
Com a redução do quadro de funcionários, a NOAA enfrenta desafios adicionais, como a sobrecarga de trabalho e o aumento do estresse entre os remanescentes. “O burnout é real”, afirmou Di Liberto, ressaltando que a pressão sobre os meteorologistas aumentou significativamente. Enquanto isso, novas diretrizes do governo indicam que mais cortes podem ocorrer nas próximas semanas, deixando os funcionários inseguros sobre o futuro da agência e sua capacidade de operar efetivamente.
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