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Irmão de vítima denuncia PMs por liberarem atirador após ‘carteirada’ em Recife

- João Amancio Filho foi morto em um desentendimento durante o Galo da Madrugada. - O atirador, que se identificou como policial, foi liberado após abordagem. - A vítima foi levada ao hospital no porta-malas de um carro da Polícia Militar. - O irmão de João confrontou os policiais, acusando-os de proteger o atirador. - A Polícia Militar e a Secretaria de Defesa Social não responderam aos questionamentos.

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João Amancio Filho, de 32 anos, foi morto durante a dispersão do Galo da Madrugada, em 1º de fevereiro. Segundo seu irmão, o atirador foi abordado por policiais, mas liberado após se identificar como policial. O irmão de João, que não quis se identificar, afirmou que pegou um mototáxi para chegar ao hospital rapidamente e, […]

João Amancio Filho, de 32 anos, foi morto durante a dispersão do Galo da Madrugada, em 1º de fevereiro. Segundo seu irmão, o atirador foi abordado por policiais, mas liberado após se identificar como policial. O irmão de João, que não quis se identificar, afirmou que pegou um mototáxi para chegar ao hospital rapidamente e, ao confrontar um dos policiais que liberou o atirador, foi derrubado no chão.

O crime ocorreu na Avenida Sul, próximo ao túnel de acesso ao bairro do Cabanga, em Recife. João e sua esposa estavam voltando para o Cabo de Santo Agostinho com amigos quando um desentendimento surgiu após um amigo esbarrar em uma mulher. O companheiro da mulher disparou, atingindo João no tórax e outro amigo no queixo. Após o disparo, o casal foi abordado por policiais, mas liberado após o homem mostrar a carteira de identificação.

O irmão de João relatou que, enquanto tentavam socorrer a vítima, os policiais priorizaram a defesa do atirador. Ele afirmou que João foi colocado no porta-malas da viatura, possivelmente já sem vida. Ao chegar ao hospital, ele confrontou novamente um dos policiais, acusando-o de ter liberado o responsável pela morte de seu irmão. A Polícia Militar e a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco não responderam às solicitações de comentários sobre o caso.

Além disso, no domingo anterior ao incidente, ocorreram brigas durante o desfile das Virgens do Bairro Novo, em Olinda, resultando na detenção de 29 pessoas. A Polícia Militar informou que cerca de 150 pessoas participaram das confusões, com duas vítimas hospitalizadas devido à gravidade dos ferimentos. O estado de saúde delas não foi divulgado.

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