Desde 1979, as espécies de plantas nas florestas nebulosas da Mesoamérica têm se deslocado entre 1,8 e 2,7 metros por ano em busca de condições climáticas mais adequadas. Este fenômeno, observado por pesquisadores liderados por Santiago Ramírez Barahona, revela que as mudanças climáticas estão impactando a ecologia de forma complexa. O estudo, publicado na revista […]
Desde 1979, as espécies de plantas nas florestas nebulosas da Mesoamérica têm se deslocado entre 1,8 e 2,7 metros por ano em busca de condições climáticas mais adequadas. Este fenômeno, observado por pesquisadores liderados por Santiago Ramírez Barahona, revela que as mudanças climáticas estão impactando a ecologia de forma complexa. O estudo, publicado na revista Science, destaca que as florestas nebulosas, que representam apenas 1% da área total, abrigam mais de 6.000 espécies de plantas vasculares, mas menos de 20% estão protegidas.
As florestas são consideradas um dos ecossistemas mais frágeis do México, conforme aponta Angela Cuervo, coautora do artigo. A falta de dados sobre o movimento das árvores na região é um desafio, levando os pesquisadores a utilizar informações do Global Biodiversity Information Facility. Com esses dados, eles analisaram como 1.021 plantas se deslocaram, concluindo que cerca de 36% delas estão subindo a altitudes mais elevadas devido às novas condições climáticas e à desmatamento.
A pesquisa revela que as plantas mais sensíveis estão sendo “presas” das mudanças climáticas, incapazes de descer para áreas mais quentes e com risco de não sobreviver em regiões mais frias. Ramírez compara o comportamento das plantas a baratas que fogem em direções diferentes quando a luz é acesa, ressaltando que nem todas as espécies estão se movendo. Essa desintegração do equilíbrio ecológico pode comprometer a função das florestas, que são essenciais para a manutenção da água na região.
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