Os passageiros do metrô de Nova York enfrentam uma nova preocupação: a violência imprevisível. Um relatório da Vital City, divulgado nesta sexta-feira, revela que, em 2023, pela primeira vez em quase duas décadas, o número de agressões graves superou os roubos no sistema metroviário. Essa mudança indica um aumento na violência impulsiva, refletindo uma tendência […]
Os passageiros do metrô de Nova York enfrentam uma nova preocupação: a violência imprevisível. Um relatório da Vital City, divulgado nesta sexta-feira, revela que, em 2023, pela primeira vez em quase duas décadas, o número de agressões graves superou os roubos no sistema metroviário. Essa mudança indica um aumento na violência impulsiva, refletindo uma tendência geral de crescimento das agressões na cidade, mesmo com a queda de outros crimes.
No ano passado, foram registradas 561 agressões graves, um aumento significativo em relação aos 150 casos de 2009. Elizabeth Glazer, fundadora da Vital City, aponta que a violência no metrô é cada vez mais motivada por animosidade e comportamento errático, exacerbada pela crise de saúde mental e de pessoas em situação de rua. Jens Ludwig, da Universidade de Chicago, observa que essa tendência é nacional, com um aumento de conflitos em espaços públicos após a pandemia.
Apesar da percepção de insegurança, o risco de ser vítima de um crime no metrô é baixo, com uma chance de um caso por um milhão de passageiros durante horários de pico. No entanto, crimes brutais, como o assassinato de Debrina Kawam, aumentam a ansiedade dos usuários. Kayla Hansel, de 23 anos, relata que a violência a faz considerar sair do trem antes de seu destino, enquanto Chris Guzman, de 37 anos, compartilha experiências de agressões que a deixaram assustada.
As autoridades têm intensificado a presença policial no metrô, com cerca de 1.250 membros da Guarda Nacional e policiais patrulhando o sistema. A comissária de polícia Jessica Tisch destacou que a abordagem busca restaurar a segurança, mas reconhece a necessidade de uma solução mais ampla para a crise de saúde mental. O relatório da Vital City ressalta que a maioria dos crimes violentos ocorre nas 30 estações mais movimentadas, complicando a distribuição de recursos e a eficácia das intervenções.
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