O verão de 2024 na Lapônia foi o mais quente em dois mil anos, com temperaturas médias 2,1°C acima do normal, segundo o Instituto Meteorológico Finlandês. Entre junho e agosto, a temperatura média chegou a 15,9°C, superando o recorde de 1937. O pesquisador Mika Rantanen afirmou que eventos como esse se tornaram cem vezes mais prováveis devido às mudanças climáticas, que são causadas pela atividade humana. As altas temperaturas estão causando ondas de calor, incêndios florestais e mudanças nos ecossistemas locais. Desde 1979, o Ártico aqueceu quatro vezes mais rápido que outras regiões do mundo. Rantanen alertou que, até 2050, verões tão quentes poderão ocorrer a cada quatro anos e destacou a importância de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
O verão de 2024 na Lapônia foi o mais quente em dois mil anos, com temperaturas médias 2,1°C acima do normal. O Instituto Meteorológico Finlandês divulgou os dados nesta segunda-feira, 28 de abril de 2025. O aumento das temperaturas é atribuído às mudanças climáticas, resultado da atividade humana.
A temperatura média na Lapônia, que abrange partes da Finlândia, Noruega, Suécia e Rússia, alcançou 15,9°C entre junho e agosto de 2024, superando o recorde anterior de 1937 em 0,4°C. O pesquisador Mika Rantanen destacou que a probabilidade de verões tão quentes aumentou em cem vezes devido às mudanças climáticas. Sem essas alterações, um evento como o do ano passado ocorreria apenas uma vez a cada 1.400 anos.
Mudanças irreversíveis nos ecossistemas da região estão em curso. O aumento das temperaturas provoca ondas de calor mais frequentes, incêndios florestais e um esverdeamento da tundra. Desde 1979, o Ártico aqueceu quatro vezes mais rápido que outras partes do planeta, segundo um estudo publicado na revista Nature em 2022.
Rantanen alertou que, até 2050, verões tão quentes quanto o de 2024 poderão ocorrer a cada quatro anos. Ele enfatizou a necessidade de cortes nas emissões de gases de efeito estufa, principais responsáveis pelas mudanças climáticas.
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