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Nathaly Kelley critica COP30 e aponta globalização como vilã das mudanças climáticas

Ativista Nathaly Kelley critica a influência de corporações na COP30, enquanto Jens Nielsen defende ações urgentes contra combustíveis fósseis.

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Durante o Web Summit Rio, a ativista Nathaly Kelley e o CEO da World Climate Foundation, Jens Nielsen, discutiram a COP30, que acontecerá em novembro em Belém, Brasil. Nielsen lembrou a importância do Brasil em eventos climáticos passados e destacou que a COP30 ocorre dez anos após os Acordos de Paris, com a expectativa de mudanças nas políticas climáticas. Nathaly, por outro lado, criticou a influência de grandes empresas nas conferências e afirmou que a globalização é o verdadeiro problema, sugerindo que devemos focar em tecnologias indígenas em vez de soluções simples como o net zero. Nielsen também falou sobre a necessidade urgente de reduzir o uso de combustíveis fósseis, alertando que a temperatura global pode ultrapassar 1,5 grau Celsius em 2025. Ele propôs que fundos de pensão europeus destinassem 10% de seus ativos para ações climáticas, o que ajudaria a cumprir as metas do Acordo de Paris. Nathaly acrescentou que é preciso uma visão mais ampla para entender a situação climática, criticando modelos simplistas como os créditos de carbono. O debate destacou a urgência de unir recursos financeiros e soluções para enfrentar as causas da mudança climática.

O painel Forecasting COP30, realizado durante o Web Summit Rio, contou com a participação da ativista e atriz Nathaly Kelley e do CEO da World Climate Foundation, Jens Nielsen. O evento, que ocorreu no dia 28 de abril, teve como foco a próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, marcada para novembro em Belém, Brasil.

Nielsen destacou a relevância histórica do Brasil nas discussões climáticas, mencionando eventos como Rio-92 e Rio+20. Ele enfatizou que a COP30 ocorre dez anos após os Acordos de Paris e que há uma expectativa de mudanças significativas na implementação de políticas climáticas. Por outro lado, Nathaly expressou ceticismo sobre a eficácia das conferências, afirmando que elas estão sendo cooptadas por corporações multinacionais.

A ativista argumentou que a globalização é o verdadeiro problema a ser enfrentado, afirmando que o clima não é o vilão, mas sim uma resposta ao sistema econômico global. Ela defendeu que é necessário focar em tecnologias indígenas em vez de soluções simplistas como o net zero. Nielsen, por sua vez, alertou sobre a urgência de reduzir o uso de combustíveis fósseis, citando que a temperatura global pode ultrapassar o limite de 1,5 grau Celsius em 2025.

Financiamento e Ações Climáticas

Nielsen também abordou a questão do financiamento para ações climáticas, sugerindo que, se os fundos de pensão europeus destinassem 10% de seus ativos para investimentos climáticos, seria possível cumprir as metas do Acordo de Paris. Nathaly complementou que é preciso um ponto de vista holístico para entender a complexidade da situação climática, criticando modelos simplistas como os esquemas de crédito de carbono.

O debate entre os dois participantes refletiu a necessidade de unir recursos financeiros e soluções climáticas, reconhecendo que o dinheiro, as soluções e o poder de decisão estão em lugares distintos. A discussão no Web Summit Rio evidenciou a urgência de um diálogo mais profundo sobre as verdadeiras causas da mudança climática e as soluções necessárias para enfrentá-la.

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