A Polícia Federal prendeu 26 pessoas na última terça-feira durante a Operação Narco Vela, que desmantelou uma organização criminosa envolvida no tráfico internacional de drogas. A operação começou após a Marinha dos EUA interceptar um veleiro brasileiro com três toneladas de cocaína em fevereiro de 2023. Os criminosos usavam embarcações para transportar drogas do Brasil para a Europa e a África, recrutando pescadores para ajudar no transporte. Foram cumpridos vários mandados de prisão e busca em cinco estados brasileiros e em outros países. Entre os detidos está o empresário Rodrigo Morgado, que foi preso por porte ilegal de arma. A Justiça também bloqueou bens da organização, avaliados em R$ 1,32 bilhão. A investigação revelou que a quadrilha tinha base na Baixada Santista e utilizava tecnologia de rastreamento por satélite para suas operações.
A Polícia Federal (PF) prendeu 26 pessoas na última terça-feira (29) durante a Operação Narco Vela, que desmantelou uma organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de drogas. A operação ocorreu em cinco estados brasileiros e em três países: Estados Unidos, Itália e Paraguai.
As investigações começaram após a Marinha dos Estados Unidos interceptar um veleiro brasileiro com três toneladas de cocaína em fevereiro de 2023. O grupo utilizava embarcações para transportar drogas do Porto de Santos para a Europa e a África. Segundo o delegado federal Osvaldo Scalezi Júnior, a quadrilha recrutava pescadores com promessas de enriquecimento.
Na operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, 31 de prisão temporária e 62 de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de bens no valor de R$ 1,32 bilhão. Os detidos podem responder por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico.
Entre os presos está o empresário Rodrigo Morgado, que já havia sido detido anteriormente por porte ilegal de arma. Ele é acusado de dar apoio financeiro e logístico ao grupo. A PF identificou que a organização tinha base na Baixada Santista, onde a droga era armazenada antes de ser transportada.
A operação revelou que o grupo utilizava tecnologia de rastreamento por satélite e embarcações de longo curso. As drogas eram transferidas para lanchas rápidas em alto-mar, que as levavam até o continente africano. A PF já apreendeu oito toneladas de cocaína desde o início das investigações.
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