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Adolescente internada após ataques racistas e bullying em colégio de São Paulo

Adolescente internada após ser encontrada desacordada enfrenta investigação de tentativa de suicídio, enquanto família aponta tentativa de homicídio.

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Uma adolescente de 15 anos, que estuda no Colégio Mackenzie em São Paulo, foi internada após ser encontrada desacordada no banheiro da escola. A família dela afirma que a jovem vinha sofrendo bullying e ataques racistas desde o ano passado. A menina foi socorrida por uma colega e levada para um hospital, onde seu estado de saúde é estável, mas sem previsão de alta. A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de suicídio, mas a família acredita que pode ter sido uma tentativa de homicídio. A adolescente teria sido chantageada após ser forçada a beijar um aluno, e essa ação foi gravada por outros estudantes. O celular dela será periciado. A mãe da jovem já havia denunciado os ataques racistas à escola, mas não recebeu o apoio necessário. O Colégio Mackenzie afirmou que está prestando suporte à família e acompanhando a situação. A defesa da família espera que o caso de racismo e bullying não fique impune.

Uma adolescente, bolsista do Colégio Mackenzie em São Paulo, está internada há uma semana após ser encontrada desacordada no banheiro da escola. A jovem, que enfrenta ataques racistas e bullying desde o ano passado, foi socorrida por uma colega e levada à Santa Casa de Misericórdia em 29 de abril, sendo posteriormente transferida para outro hospital. Seu estado de saúde é estável, mas não há previsão de alta.

A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de suicídio, enquanto a família acredita que se trata de uma tentativa de homicídio. A adolescente teria sido chantageada após ser forçada a beijar um aluno, com a ação gravada por outros estudantes. O celular da vítima será periciado para verificar as ameaças recebidas. Em depoimento, a mãe da jovem relatou que a filha foi chamada de “cigarro queimado” e “lésbica preta” por colegas.

A família já havia notificado a escola sobre os ataques racistas em 2024. A mãe da vítima buscou ajuda psicológica na instituição, mas não obteve apoio devido à falta de vagas. A advogada da família, Réa Sylvia, afirmou que “nenhuma providência foi adotada” pela escola. O Colégio Mackenzie declarou que está prestando apoio à família e que a equipe de orientação educacional continua a acompanhar a situação.

A escola está apurando as circunstâncias do ocorrido e se comprometeu a custear o tratamento da adolescente em um hospital particular. A família espera que o caso de racismo e bullying não fique impune, enquanto a instituição reafirma seu compromisso em oferecer suporte e acolhimento.

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