Um mês após o colapso da discoteca JetSet em Haina, na República Dominicana, que deixou 233 mortos e quase 200 feridos, as famílias das vítimas clamam por justiça e reparação. O proprietário do local, Antonio Espaillat, nega qualquer negligência, enquanto a comunidade ainda está em luto e sem apoio do governo. O desastre ocorreu rapidamente, quando o teto desabou sobre cerca de 500 pessoas durante um show. Muitas perguntas surgem sobre como isso pôde acontecer e quem é o responsável, com a população exigindo respostas. A falta de fiscalização nas construções é um ponto levantado por especialistas, que criticam tanto o dono da discoteca quanto o Estado por não terem tomado as devidas precauções. Até agora, a Justiça recebeu várias queixas contra Espaillat e o governo, mas as vítimas ainda não receberam ajuda financeira para lidar com as consequências. O clima de dor e indignação é palpável na comunidade, que perdeu muitos de seus membros mais queridos e se sente abandonada pelas autoridades.
Um mês após o colapso da discoteca JetSet em Haina, República Dominicana, que resultou na morte de 233 pessoas e deixou quase 200 feridos, as famílias das vítimas exigem justiça e reparação. O proprietário, Antonio Espaillat, nega qualquer negligência, enquanto a comunidade continua em luto e sem apoio governamental.
Na madrugada do dia 8 de abril, o teto da discoteca desabou durante uma apresentação do cantor Rubby Pérez. Testemunhas relatam momentos de terror, com gritos de socorro e desespero. Anastacio Peguero, um sobrevivente, descreve como tentou resgatar sua esposa e um amigo, que não sobreviveu. A tragédia afetou profundamente a cidade, que perdeu 25 moradores.
A indignação é palpável entre os residentes, que questionam a responsabilidade do proprietário e do Estado. Segundo Omar Rancier, decano da Faculdade de Arquitetura e Artes da Universidade Nacional Pedro Henríquez Ureña, não houve inspeções na discoteca nos últimos 30 anos. A falta de fiscalização é uma preocupação crescente, e a situação gerou pelo menos 25 queixas na Justiça contra Espaillat e o Estado.
Félix Portes, advogado das vítimas, critica a defesa do Estado, que alega um “vazio legal” sobre a responsabilidade. Ele afirma que a situação é uma revitimização e que as vítimas buscam justiça e apoio. Até o momento, nenhuma ajuda financeira foi oferecida pelo governo para os afetados, que lidam com as consequências físicas e psicológicas da tragédia.
Espaillat, que possui 50 emissoras de rádio, concedeu apenas uma entrevista desde o colapso, onde negou qualquer responsabilidade. Ele afirmou que o peso do teto não foi alterado ao longo dos anos e que não houve negligência. A comunidade, no entanto, continua a clamar por justiça e a lembrar das vidas perdidas, com homenagens e protestos em frente ao local da tragédia.
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