Duas meninas, Alexa e Leydi, foram mortas a tiros em Badiraguato, Sinaloa, em um incidente que familiares afirmam não ter sido um fogo cruzado, mas sim disparos de militares que não pararam para dar sinal. Além das meninas, outros dois menores e os pais de uma delas também ficaram feridos. O ataque ocorreu quando a família tentava voltar para casa e se deparou com um comando militar. Testemunhas relatam que os soldados dispararam por cerca de dez segundos, atingindo as meninas, que estavam na parte de trás da caminhonete. Após os disparos, os militares tentaram ajudar a família, mas a situação gerou confusão com relatos de um suposto confronto armado nas proximidades. As autoridades ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso, que ocorre em meio a uma onda de violência entre facções do Cartel de Sinaloa. A prima do motorista da caminhonete, que também perdeu o marido em um incidente semelhante há anos, expressou sua indignação e tristeza, afirmando que a história se repete com a mesma narrativa de erro militar.
Duas meninas foram mortas a tiros em Badiraguato, Sinaloa, em um incidente que familiares afirmam não ter sido resultado de fogo cruzado, mas sim de disparos de militares. O trágico evento ocorreu na tarde de terça-feira, quando a família tentava retornar para casa após fazer compras.
De acordo com relatos, as vítimas, duas meninas, foram atingidas enquanto estavam na parte de trás de uma caminhonete. Outros dois menores e os pais de uma das meninas também ficaram feridos. A prima do motorista, Reynalda Morales, afirmou que os militares dispararam sem dar sinal de parada, resultando na morte imediata das crianças.
Um dos sobreviventes, um menino de doze anos, descreveu a cena, dizendo que se jogou ao chão durante os disparos. Ele sofreu um ferimento grave na perna. Os disparos ocorreram em um contexto de violência entre facções do Cartel de Sinaloa, que tem gerado confrontos na região.
Após o tiroteio, os militares se aproximaram da caminhonete e tentaram retirar a família, ainda armados. Os soldados prestaram primeiros socorros, mas a situação gerou confusão com relatos de um suposto confronto armado. A Secretaria de Defesa Nacional e outras autoridades não se pronunciaram oficialmente sobre o caso até o momento.
Reynalda Morales, que já viveu uma experiência semelhante há dezessete anos, expressou sua indignação com a repetição de episódios de violência. Ela destacou a necessidade de verdade e transparência nas investigações. O governador de Sinaloa, Rubén Rocha, lamentou as mortes, mas não forneceu detalhes sobre o incidente.
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