O presidente do Metrô de São Paulo, Julio Castiglioni, reconheceu que o recente acidente que resultou na morte de um passageiro poderia ter sido evitado. Lourivaldo Ferreira Silva Nepomuceno, de 35 anos, ficou preso entre as portas do trem e a plataforma, que não tinham sensores de segurança. Castiglioni afirmou que o Metrô tem responsabilidade no caso e que a Companhia foi alertada sobre problemas nas portas há mais de mil dias. Desde 2021, houve vários acidentes semelhantes, mas as soluções não foram implementadas a tempo. Após o último incidente, o Metrô prometeu melhorar seus processos e instalar dispositivos de segurança nas 17 estações da linha 5-Lilás. Em breve, barreiras de segurança de borracha serão colocadas nas portas das plataformas. Lourivaldo, que era casado e pai de três filhos, estava a caminho do trabalho quando ocorreu o acidente. A ViaMobilidade, responsável pela operação, também está colaborando com as investigações.
O presidente do Metrô de São Paulo, Julio Castiglioni, reconheceu a responsabilidade pelo acidente que resultou na morte de um passageiro na linha 5-Lilás. Lourivaldo Ferreira Silva Nepomuceno, de 35 anos, ficou preso entre as portas do trem e a plataforma, que não possuíam sensores de presença. O incidente ocorreu na última terça-feira, por volta das 8h, na estação Campo Limpo.
Durante uma entrevista à SP TV, Castiglioni afirmou que o Metrô tinha conhecimento de problemas nas portas desde 2021, quando o primeiro alerta de segurança foi emitido. “O Metrô tem parcela de responsabilidade nisso”, declarou o presidente. O primeiro acidente desse tipo ocorreu em novembro de 2021, na estação Chácara Klabin, e desde então, outros três acidentes semelhantes foram registrados.
Após o quarto acidente, o Metrô anunciou que avaliaria as ações possíveis em relação ao contrato com a fabricante Alstom. Em novembro de 2022, um segundo acidente ocorreu na estação Santa Cruz, seguido por mais dois em março e julho de 2023. A Secretaria de Parceria e Investimentos questionou a lentidão do Metrô em implementar soluções.
A concessionária ViaMobilidade desenvolveu um projeto de barras de segurança de borracha para evitar que passageiros fiquem presos. No entanto, a proposta aguardava aprovação do Metrô, que não chegou a analisar o protótipo. Em dezembro de 2022, o Metrô anunciou que adotaria uma solução similar à da ViaMobilidade, mas a instalação das barras de borracha sofreu atrasos.
Castiglioni afirmou que o Metrô está comprometido em melhorar seus processos de decisão e que dispositivos de segurança serão instalados em todas as 17 estações da linha Lilás. Em até noventa dias, a ViaMobilidade receberá barreiras físicas fabricadas pela Alstom e iniciará a instalação das barras de borracha. Lourivaldo, que era casado e pai de três filhos, estava a caminho do trabalho quando ocorreu o acidente. A ViaMobilidade informou que está colaborando com as autoridades na investigação do caso, que foi registrado na Delpom, unidade policial responsável por crimes no sistema metroferroviário.
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