Familiares de vítimas do acidente de avião da Jeju Air, que ocorreu em dezembro e matou 179 das 181 pessoas a bordo, apresentaram uma queixa criminal contra 15 pessoas, incluindo o ministro dos Transportes e o CEO da companhia aérea, por negligência. Eles pedem uma investigação mais detalhada, afirmando que o acidente foi um desastre cívico causado por má gestão de riscos. As investigações sobre o que causou a queda do avião em Muan ainda estão em andamento, e a polícia já havia iniciado uma investigação criminal antes da queixa. O CEO da Jeju Air foi impedido de deixar o país, mas ninguém foi acusado até agora. Um dos parentes expressou frustração com a falta de progresso nas investigações e prometeu continuar buscando a verdade. A queixa levanta questões sobre a resposta do controle de tráfego aéreo e se a construção de uma elevação no final da pista seguiu as regras. O avião, um Boeing 737-800, havia decolado de Bangkok e, após um impacto com uma ave, tentou pousar de forma inadequada, resultando em um acidente grave. Investigadores encontraram penas de pássaros nos motores, mas não determinaram o quanto isso contribuiu para o acidente. Desde o ocorrido, alguns familiares enfrentaram ataques e piadas maldosas online, levando à prisão de oito pessoas por comentários ofensivos.
Familiares de vítimas de acidente aéreo da Jeju Air processam autoridades por negligência
Familiares de setenta e duas vítimas do acidente aéreo da Jeju Air, ocorrido em dezembro, apresentaram uma queixa criminal contra quinze pessoas, incluindo o ministro dos Transportes da Coreia do Sul e o CEO da companhia aérea. Eles alegam negligência profissional e pedem uma investigação mais aprofundada sobre o desastre, que resultou na morte de cento e setenta e nove das cento e oitenta e uma pessoas a bordo, tornando-se o pior acidente aéreo da história sul-coreana.
Os parentes afirmam que o acidente não foi um evento isolado, mas sim um “grande desastre cívico causado pela gestão negligente de riscos evitáveis”. A queixa, protocolada na terça-feira, levanta questões sobre a resposta do controle de tráfego aéreo e possíveis violações de regulamentos na construção de uma elevação no final da pista do Aeroporto Internacional de Muan.
O voo, um Boeing 737-800, partiu de Bangkok e, ao se aproximar de Muan, os pilotos relataram ter atingido uma ave, declarando emergência. A aeronave tentou pousar de forma irregular, resultando em um aterrissagem de barriga e posterior explosão ao colidir com uma estrutura de concreto. Investigadores encontraram penas de aves nos motores, mas não determinaram a extensão do impacto do acidente.
Investigações em andamento
As autoridades já haviam iniciado uma investigação criminal antes da queixa, e o CEO da Jeju Air, Kim E-bae, foi impedido de deixar o país. Até o momento, ninguém foi indiciado. Um dos familiares, Kim Da-hye, expressou sua frustração com a “falta de progresso” nas investigações, afirmando que continuarão a buscar a verdade.
Além disso, alguns familiares têm enfrentado ataques online, incluindo teorias da conspiração e comentários maldosos. Oito pessoas foram detidas por postagens difamatórias relacionadas ao acidente. A situação continua a gerar indignação e clamor por justiça entre os afetados pela tragédia.
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