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Dependentes químicos denunciam abusos de guardas e policiais na Cracolândia

Ativistas denunciam aumento da violência contra dependentes químicos na Cracolândia, com abordagens agressivas de guardas e policiais.

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Ativistas e voluntários que trabalham na Cracolândia, em São Paulo, estão recebendo denúncias de violência contra usuários de drogas. Recentemente, a Rua dos Protestantes, onde muitos dependentes se reuniam, ficou vazia devido a abordagens agressivas de guardas municipais e policiais militares. Profissionais de saúde e assistência social relataram que as agressões físicas e ameaças se tornaram comuns. Um homem contou que foi agredido por três policiais, e uma mulher criticou a falta de diálogo nas abordagens. Leonardo Pinho, do Conselho Nacional de Direitos Humanos, disse que muitos usuários desapareceram, dificultando o acompanhamento médico. Marcel Segalla, da organização A Craco Resiste, comparou a situação atual a ações do passado que tentavam expulsar dependentes químicos de certos locais, prejudicando o trabalho de assistência. A Prefeitura de São Paulo afirmou que está oferecendo tratamento e segurança para a população vulnerável e que investiga qualquer denúncia de abuso.

Ativistas e voluntários que atuam na Cracolândia em São Paulo têm recebido denúncias de violência e abusos contra dependentes químicos. Recentemente, a Rua dos Protestantes, que concentrava muitos usuários, passou por um esvaziamento brusco, resultando na dispersão dos frequentadores pela região.

Desde o último sábado, abordagens violentas por parte de guardas municipais e policiais militares têm sido relatadas. Profissionais de saúde e assistência social, além de usuários, afirmam que as agressões físicas e ameaças se tornaram frequentes. O padre Júlio Lancellotti, conhecido por seu trabalho com a população em situação de rua, corroborou esses relatos ao GLOBO.

Abordagens e Consequências

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) e a Polícia Militar (PM) têm intensificado as abordagens na área, visando evitar novas aglomerações. Em vídeos obtidos pela reportagem, usuários relatam experiências de violência. Um homem descreveu uma abordagem em que foi agredido por três policiais, enquanto uma mulher criticou a falta de respeito nas abordagens, afirmando que os policiais não dialogam antes de agir.

Leonardo Pinho, consultor da Comissão de Drogas e Saúde Mental do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), destacou que muitos usuários desapareceram, dificultando o acompanhamento por parte dos profissionais de saúde. Ele mencionou casos de dependentes que precisam de tratamento contínuo e que não são mais encontrados.

Reações e Respostas

Marcel Segalla, da A Craco Resiste, apontou que a situação atual se assemelha a práticas do passado, como a Operação Sufoco de 2012, que visava expulsar dependentes químicos de determinados locais. Ele enfatizou que essa abordagem prejudica o trabalho de anos de assistência social e saúde.

A Prefeitura de São Paulo afirmou que desde 2021 realiza um trabalho contínuo para oferecer tratamento e segurança à população vulnerável. A Secretaria de Segurança Pública ressaltou que as forças de segurança atuam de forma integrada e que qualquer denúncia de abuso é rigorosamente investigada.

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