O Morro dos Macacos, em Vila Isabel, está passando por uma fase difícil, com o fechamento de comércios e escolas e um aumento da insegurança. Recentemente, a repórter Laís Vieira denunciou o furto de grades do antigo zoológico da região, e a estátua de Noel Rosa foi depredada novamente, mostrando a degradação do local. O bairro, que já foi vibrante, agora enfrenta uma rápida deterioração, com muitos estabelecimentos fechando e a movimentação nas ruas diminuindo. A situação preocupa os moradores, que sentem os efeitos diretos dessa crise.
O Morro dos Macacos, em Vila Isabel, enfrenta uma deterioração alarmante. Comércios e escolas estão fechando, enquanto a insegurança aumenta, afetando a vida dos moradores. A repórter Laís Vieira, da CBN, denunciou o furto de grades do antigo zoológico, e a estátua de Noel Rosa foi depredada novamente, refletindo a degradação da área.
Os comerciantes estão lutando para sobreviver. Placas de “aluga-se” e “vende-se” proliferam, e os preços caem. Os bares, que antes eram movimentados, agora enfrentam um público reduzido. A Escola de Samba Vila Isabel, um ícone cultural, cancelou ensaios em dezembro de 2024 por questões de segurança. Moradores questionam: até quando essa situação persistirá?
Patrimônio Cultural em Risco
A estátua de Noel Rosa, um símbolo da cultura local, foi alvo de vandalismo em várias ocasiões. Em 2019, a mesa e o garçom que a acompanhavam foram levados. A figura de Noel, que representa a boemia de Vila Isabel, está cercada por um cenário de abandono. O bar Petisco da Vila, famoso por atrair artistas e intelectuais, fechou em 2017, também devido à insegurança.
A história do Morro dos Macacos remonta ao século XIX, quando João Batista Viana Drummond, o barão que criou o zoológico, enfrentou dificuldades financeiras. A criação do jogo do bicho foi uma tentativa de salvar seu negócio. Hoje, a região, que já foi vibrante, clama por atenção e ação efetiva das autoridades.
Os moradores continuam a buscar alternativas, como o Bar Gato de Botas e o Buteco Ovo Frito, que ainda atraem clientes. Contudo, a insegurança e a degradação ameaçam o que resta da vitalidade cultural e comercial do Morro dos Macacos.
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