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PCC: Tuta é entregue às autoridades brasileiras após ser apontado como líder

Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, foi transferido ao Brasil após prisão na Bolívia. Sua influência no PCC ainda é relevante, mesmo fora da liderança.

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Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, foi transferido para o Brasil após ser preso na Bolívia por usar um documento falso. Ele é uma figura importante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e já foi o “número 2” de Marcola, embora não ocupe mais essa posição. Tuta foi entregue à Polícia Federal em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, após uma operação conjunta com a polícia boliviana. Ele estava foragido desde 2020 e tem condenações por lavagem de dinheiro e associação criminosa, com pena superior a 12 anos. Tuta também tentou subornar policiais em 2006. Recentemente, ele foi ligado a uma organização que lavava dinheiro para o PCC e foi preso após seu nome ser incluído na lista da Interpol.

Foi transferido para o Brasil, neste domingo, Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele foi preso em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, por uso de documento falso, durante uma operação conjunta entre a Polícia Federal e a Fuerza Especial de Lucha contra el Crimen (FELCC).

Tuta, que já foi o “número 2” de Marcola, não ocupa mais essa posição, mas ainda é considerado importante para a facção. O promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), destacou que, apesar de não ser mais o sucessor de Marcola, sua influência permanece significativa.

Na manhã deste domingo, Tuta deixou a Bolívia sob a custódia de policiais da FELCC e foi entregue a agentes da PF em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. As imagens de sua transferência foram exibidas pela GloboNews. A PF ainda não divulgou para onde ele será levado.

Histórico Criminal

Marcos Roberto de Almeida, que também é conhecido pelos codinomes Angola, Africano, Marquinhos, Tá bem, Boy e Gringo, estava foragido desde 2020. Ele foi condenado por crimes como lavagem de dinheiro e associação criminosa, com pena superior a 12 anos de reclusão. Tuta foi preso em 2006 e, na ocasião, tentou subornar policiais com R$ 50 mil para evitar a prisão.

As investigações do Ministério Público de São Paulo (MPSP) revelaram que, após o isolamento de Marcola em 2019, Tuta passou a tomar decisões estratégicas para a organização, incluindo o fluxo de caixa e informações sobre autoridades. Ele também foi apontado como responsável por um plano frustrado de resgate de Marcola em dezembro de 2019.

Operações Recentes

Em 2023, uma nova fase da Operação Sharks focou em “laranjas” que atuavam na lavagem de dinheiro do PCC, diretamente ligados a Tuta. Ele teria estruturado uma organização para movimentar valores obtidos ilicitamente, utilizando “testas de ferro” para negociar imóveis e administrar empresas.

A prisão de Tuta foi facilitada pela inclusão de seu nome na Lista de Difusão Vermelha da Interpol, que ampliou os esforços para localizá-lo. Ele foi detido na Bolívia após tentar usar um documento falso, o que culminou em sua transferência para o Brasil.

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