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Tragédia aérea em Congonhas completa 18 anos e ganha série documental na Netflix

Tragédia de Congonhas completa 18 anos; série da Netflix revela falhas e busca por justiça após o acidente que matou 199 pessoas.

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Em 17 de julho de 2007, um avião da TAM com 187 pessoas a bordo caiu no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, matando todos os passageiros e tripulantes, além de 12 pessoas que estavam em um prédio próximo. Esse acidente foi a maior tragédia da aviação comercial brasileira. O desastre ocorreu em um momento de crise na aviação do país, que já enfrentava problemas como voos atrasados e cancelamentos. A série documental “Congonhas: Tragédia Anunciada”, disponível na Netflix, reconstitui o acidente e a busca por justiça, mostrando que, apesar das falhas na segurança da pista e na aeronave, ninguém foi punido criminalmente. O relatório final sobre o acidente apontou que a falta de ranhuras na pista e um erro no controle dos motores contribuíram para a tragédia. A TAM não instalou um dispositivo que poderia ter alertado os pilotos sobre a posição inadequada dos manetes, mesmo com a Airbus oferecendo essa opção. Após o acidente, houve protestos e ações judiciais, mas as punições não ocorreram. Em 2017, a Airbus concordou em pagar R$ 30 milhões a parentes das vítimas, mas a impunidade continua sendo um tema central na discussão sobre o caso.

Em 17 de julho de 2007, o voo TAM 3054, com 187 pessoas a bordo, caiu em Congonhas, São Paulo, após ultrapassar os limites da pista e colidir com um hangar da companhia. O acidente resultou na morte de todos os passageiros e tripulantes, além de 12 pessoas que estavam no prédio. Este evento se tornou a maior tragédia da aviação comercial brasileira.

A série documental “Congonhas: Tragédia Anunciada”, disponível na Netflix, reconstitui o acidente e a busca por justiça. Lançada em 24 de abril de 2025, a produção, dirigida por Angelo Defanti, explora as falhas na segurança da aeronave e a falta de punição criminal após o desastre. O documentário apresenta imagens de arquivo e entrevistas com familiares das vítimas, que clamam por respostas.

O acidente expôs uma crise na aviação brasileira, que já enfrentava problemas desde a colisão entre um voo da Gol e um jato executivo em setembro de 2006. O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), divulgado em 2009, apontou a falta de ranhuras na pista como uma das causas principais do desastre. Apesar das falhas identificadas, ninguém foi responsabilizado criminalmente.

A TAM e a Airbus foram criticadas pela ausência de um dispositivo que alertasse a tripulação sobre a posição inadequada dos manetes, que controlam os motores. A Airbus ofereceu o equipamento como opcional, mas a TAM optou por não instalá-lo. Após o acidente, a companhia anunciou que implementaria o alerta. Em 2017, um acordo judicial resultou no pagamento de R$ 30 milhões à família das vítimas, mas as investigações não levaram a punições efetivas.

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