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Mata Atlântica perde área equivalente a ‘2 Paris’ em um ano após tragédia

Desmatamento na Mata Atlântica recua 14% em 2024, mas desafios persistem com agricultura e desastres naturais. Governo planeja ações até 2027.

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O desmatamento na Mata Atlântica caiu 14% em 2024, mas essa redução é considerada pequena. A área devastada ainda é muito grande, totalizando 71,1 mil hectares, o que é mais do que o dobro da área de Paris. Os principais motivos para essa destruição foram a agricultura e desastres naturais, como uma forte tempestade no Rio Grande do Sul. Apenas 24% da Mata Atlântica original ainda existe, e esse bioma é essencial para o clima e o abastecimento de água em cidades grandes, como São Paulo. O governo anunciou um plano para combater o desmatamento até 2027, que inclui ações legais contra quem desmata ilegalmente e investimentos em bioeconomia. Embora o desmatamento tenha diminuído em 12 estados, aumentou em cinco, principalmente devido à expansão agrícola. O Rio Grande do Sul perdeu 3.307 hectares por causa de enchentes. A destruição das florestas aumenta o risco de deslizamentos de terra, especialmente em áreas costeiras. O governo do Rio Grande do Sul está tentando recuperar florestas, usando helicópteros para plantar árvores nativas. A urbanização perto de grandes cidades também contribui para o desmatamento. Apesar de algumas reduções em estados como Paraná e Santa Catarina, a maior parte do desmatamento é ilegal, e a falta de transparência nas autorizações é um problema. O ministério destaca a necessidade de regularização fundiária para identificar e punir os responsáveis pelo desmatamento irregular. Em 2024, foram registrados 631 autos de infração ambiental em São Paulo, e os estados da Mata Atlântica têm acesso a até 20% do Fundo Amazônia, mas menos de 250 milhões de reais foram usados até agora.

O desmatamento na Mata Atlântica apresentou uma redução de 14% em 2024, conforme dados do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) da ONG SOS Mata Atlântica. Apesar da diminuição, o diretor executivo da organização, Luís Fernando Guedes Pinto, considera a queda “tímida”. A área devastada ainda equivale a mais de duas vezes a superfície de Paris, totalizando 71,1 mil hectares perdidos, em comparação com 82,5 mil hectares em 2023.

Os principais fatores que contribuíram para essa destruição foram a agricultura e desastres naturais, como a tempestade recorde no Rio Grande do Sul entre abril e maio de 2024. Apenas 24% da Mata Atlântica original permanece, um bioma vital para a regulação climática e abastecimento de água em grandes cidades, como São Paulo. O Ministério do Meio Ambiente anunciou um plano de combate ao desmatamento até 2027, que inclui ações judiciais contra criminosos ambientais e investimentos em bioeconomia.

Fatores de Desmatamento

O desmatamento diminuiu em 12 estados, mas aumentou em cinco. A expansão agrícola, especialmente para pastagens e cultivo de eucalipto e soja, resultou na perda de 66.526 hectares. A transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado, além de áreas no Piauí, Bahia e norte de Minas Gerais, são as mais afetadas. O Rio Grande do Sul também perdeu 3.307 hectares devido a enchentes.

A destruição da vegetação aumenta a vulnerabilidade a deslizamentos, especialmente em regiões costeiras, que enfrentaram chuvas intensas. O governo gaúcho implementou iniciativas para recuperar florestas, como o uso de helicópteros para semear espécies nativas, acelerando a recuperação em áreas afetadas.

Medidas e Desafios

A expansão urbana, próxima a grandes metrópoles, é outro fator significativo para o desmatamento. Apesar de uma queda no Paraná e Santa Catarina, atribuída à fiscalização ambiental, a maior parte do desmate é ilegal. A falta de transparência nas autorizações de desmatamento é um desafio contínuo. Uma nova resolução do Conama, prevista para junho, exigirá que estados tornem esses dados públicos.

O ministério também destaca a importância da regularização fundiária para mapear e punir responsáveis pelo desmatamento irregular. Em 2024, foram registrados 631 Autos de Infração Ambiental no Vale do Ribeira, em São Paulo. Os estados da Mata Atlântica têm acesso a até 20% do Fundo Amazônia, mas menos de R$ 250 milhões foram utilizados até agora.

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