A crise climática afeta não só o meio ambiente, mas também a sociedade e a economia, aumentando a desigualdade nas Américas. Em 2023, eventos climáticos extremos impactaram 11 milhões de pessoas na América Latina, resultando em 900 mortes e prejuízos de 23 bilhões de dólares. As comunidades que menos contribuíram para o aquecimento global são as que mais sofrem. No Brasil, 745 mil pessoas foram deslocadas devido a desastres climáticos. A justiça climática é essencial para abordar questões de raça, classe e gênero nas soluções. Isso inclui garantir direitos a comunidades tradicionais e acesso a moradia e serviços básicos nas cidades. Outros países da região também enfrentam desafios, como a falta de água no Chile e inundações na Argentina. Apesar do aumento do financiamento climático, ele não chega a quem realmente precisa, e a burocracia dificulta o acesso. Apenas uma pequena parte das instituições que lidam com justiça climática oferece financiamento. Para uma transição ecológica justa, é necessário liberar recursos com um propósito claro, colocando a justiça climática no centro da agenda ambiental.
A crise climática nas Américas se agrava, com 11 milhões de pessoas afetadas por eventos extremos em 2023. Esses fenômenos resultaram em 900 mortes e prejuízos de US$ 23 bilhões, segundo o estudo “Inovações em justiça climática”, da Climate Ventures. A desigualdade social e econômica torna as comunidades mais vulneráveis, especialmente aquelas que menos contribuíram para o aquecimento global.
No Brasil, doze ocorrências climáticas extremas deslocaram 745 mil pessoas, tornando o país o sexto no mundo em deslocamentos forçados por desastres climáticos. O estudo destaca que a justiça climática deve considerar fatores como raça, classe e gênero na formulação de soluções. No campo, é essencial garantir terra e renda para comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas.
Desafios Regionais
Na América Latina, cada país enfrenta desafios específicos. O Peru sofre com o derretimento das geleiras, afetando o abastecimento de água. O Chile enfrenta uma grave crise hídrica, enquanto a Argentina lida com inundações que prejudicam a agricultura. No Brasil, as queimadas aumentaram em 79% em relação a 2023, devastando 30,8 milhões de hectares em 2024.
Para enfrentar esses problemas, é necessário investimento. Contudo, os recursos disponíveis são insuficientes e frequentemente não chegam às comunidades mais afetadas. As populações enfrentam burocracia excessiva e exigências técnicas que dificultam o acesso a financiamentos. Apenas 103 das 374 instituições mapeadas atuam como financiadoras de soluções focadas em justiça climática.
A justiça climática deve ser o eixo central da agenda ambiental, não um apêndice. Sem essa abordagem, as transições ecológicas correm o risco de serem tecnocráticas e inviáveis.
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