José Antônio Lourenço Junior, um policial civil da Core, foi baleado na cabeça durante uma operação na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, e não sobreviveu aos ferimentos. A operação tinha como objetivo combater a venda de gelo contaminado. Sua esposa, a advogada Marcelle Persant, havia expressado anteriormente seu medo pela profissão dele em um texto, onde falava sobre o dilema de ser casada com um policial e os riscos que isso trazia. Ela compartilhou uma foto de José em um hospital, mencionando a preocupação constante com a segurança dele e a admiração que sentia por seu trabalho. Marcelle destacou a coragem que escolheu ter ao lado dele, mesmo sabendo dos perigos envolvidos.
Viúva de policial civil expressa temor antes da tragédia
A advogada Marcelle Persant, viúva do policial civil da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) José Antônio Lourenço Junior, havia compartilhado, há dois meses, suas preocupações sobre a profissão do marido. José foi baleado na cabeça durante uma operação na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e não resistiu aos ferimentos.
Na postagem, Marcelle descreveu o dilema de ser casada com um policial, mencionando o crime organizado e a sociedade que muitas vezes não valoriza o trabalho da polícia. Ela expressou um misto de sentimentos, questionando se o dia em que seu marido saía para trabalhar poderia ser o último. “Com você eu escolho todos os dias a coragem em vez do medo”, afirmou, ressaltando a admiração que sentia por José.
O policial foi atingido durante uma operação conjunta da Core e equipes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). A ação tinha como objetivo combater a venda de gelo contaminado em bares e quiosques das praias da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes. Após ser socorrido ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, José não sobreviveu aos ferimentos.
Marcelle, em sua mensagem, destacou a dificuldade de lidar com os riscos da profissão do marido e a insegurança que isso trazia para a família. “O trabalho da polícia é tão necessário… por que tanto ódio?”, questionou, refletindo sobre a realidade enfrentada por aqueles que atuam na segurança pública.
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