Um ataque aéreo de Israel em Gaza matou nove filhos de um médico palestino chamado Hamdi al-Najjar, que está em estado crítico. Seu filho de 11 anos, Adam, também ficou ferido. O hospital Nasser, onde eles estão sendo tratados, enfrenta falta de suprimentos e condições difíceis. A médica Dr. Milena Angelova-Chee informou que Hamdi tem ferimentos graves na cabeça e em outros órgãos. A situação em Gaza se agravou desde o início do conflito em 7 de outubro de 2023, com a morte de mais de 53 mil pessoas, incluindo 16.500 crianças. A ONU e outras organizações dizem que a ajuda humanitária é insuficiente, com necessidade de 500 a 600 caminhões de suprimentos por dia, mas apenas 388 conseguiram entrar na última semana. Os hospitais estão em crise, com médicos trabalhando em condições extremas e enfrentando falta de alimentos.
Um ataque aéreo israelense em Gaza resultou na morte de nove filhos de um médico palestino, Hamdi al-Najjar, na última sexta-feira. O pai, que também é médico, está em estado crítico e seu filho de 11 anos, Adam, também foi ferido. O hospital Nasser, onde estão sendo tratados, enfrenta escassez de suprimentos e condições precárias.
Dr. Milena Angelova-Chee, médica búlgaro no Nasser, informou que a vida de Hamdi está em risco devido a ferimentos graves na cabeça, pulmões, braço direito e rim. A tragédia deixou a família devastada, com a médica Alaa al-Najjar, mãe das crianças, enfrentando um sofrimento indescritível. Os filhos tinham idades entre alguns meses e 12 anos.
Desde o início do conflito em 7 de outubro de 2023, a situação em Gaza se deteriorou. A ministério da saúde de Hamas relatou que, desde o amanhecer de domingo, os ataques aéreos israelenses mataram 22 pessoas, principalmente nas áreas central e sul do território. A Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmou que os ataques visavam suspeitos em uma área considerada uma “zona de guerra perigosa”.
Crise Humanitária
A crise humanitária em Gaza se agrava, com cerca de 81% do território sob ordens de evacuação ou em zonas militarizadas. A IDF emitiu ordens de evacuação em Khan Younis, alertando para um “ataque sem precedentes”. Muitos palestinos relataram que não podem deixar suas casas, pois não há para onde ir.
Desde o início da campanha militar israelense, mais de 53 mil pessoas foram mortas em Gaza, incluindo cerca de 16.500 crianças. A ONU e organizações humanitárias alertam que a ajuda humanitária é insuficiente, com a necessidade de 500 a 600 caminhões de suprimentos diariamente, enquanto apenas 388 caminhões conseguiram entrar na última semana.
A situação nos hospitais é crítica, com médicos trabalhando em condições extremas e enfrentando a falta de alimentos. Dr. Angelova-Chee destacou que seus colegas estão “trabalhando com fome”, enquanto a distribuição de pão foi interrompida devido à escassez de suprimentos. A World Food Programme (WFP) afirmou que as operações em Gaza se tornaram inviáveis sob as atuais condições.
Entre na conversa da comunidade