Abram Fligelman, conhecido como Umi, é um sobrevivente do Holocausto que viveu momentos terríveis em campos de concentração, como Buchenwald, onde se escondeu enquanto os nazistas evacuavam o local. Ele foi resgatado por soldados americanos em 1945, após passar fome e sofrer muito. Umi chegou ao Brasil em 1955, onde se casou e construiu uma nova vida. Sua história foi contada no livro “Cicatrizes e Esperanças”, escrito por sua nora Ercilia Fligelman. Ercilia, que sempre teve paixão por História, decidiu contar a trajetória de seu sogro após ele compartilhar suas memórias em um depoimento para a Fundação USC Shoah. O livro explora os traumas de Umi, incluindo a perda de sua família durante o Holocausto. Ercilia passou três anos pesquisando e escrevendo, visitando lugares importantes na Polônia e na Alemanha para entender melhor a história de Umi. Ela e Abram participarão de um evento na Unibes Cultural em São Paulo para discutir sua história e a importância de lembrar os horrores do passado.
Abram Fligelman, conhecido como Umi, é um sobrevivente do Holocausto que vive no Brasil. Sua história foi narrada no livro “Cicatrizes e Esperanças”, escrito por sua nora, Ercilia Fligelman. A obra detalha suas experiências em campos de concentração e a importância de lembrar os horrores do Holocausto.
Em abril de mil novecentos e quarenta e cinco, Umi, com apenas quinze anos, se escondia em Buchenwald, enquanto os nazistas evacuavam o campo. Ele havia escapado da morte diversas vezes, acompanhado de seu irmão, Chaim, que o ajudou a encontrar abrigo. Após ser resgatado por soldados americanos, Umi enfrentou meses de recuperação física e emocional.
Abram chegou ao Brasil em mil novecentos e cinquenta e cinco, onde se casou e construiu uma nova vida. Durante anos, evitou falar sobre suas experiências, mas em mil novecentos e noventa e seis, um depoimento à Fundação USC Shoah o incentivou a compartilhar sua história. Ercilia, apaixonada por História, decidiu escrever sobre a vida do sogro, unindo sua paixão à narrativa inspiradora de superação.
A Importância da Memória
Ercilia destaca que a separação de Abram de sua mãe foi um dos momentos mais traumáticos de sua vida. Ele perdeu toda a família durante o Holocausto, e a dor da perda ainda o acompanha. A autora passou três anos pesquisando para escrever o livro, utilizando documentos históricos e depoimentos de outros sobreviventes.
Abram enfatiza a importância de contar sua história, afirmando que as novas gerações precisam saber o que aconteceu. Ele nasceu em mil novecentos e vinte e nove, na Polônia, e sua infância foi marcada pelo antissemitismo. A ocupação nazista em mil novecentos e trinta e nove transformou sua vida em um pesadelo.
Lançamento do Livro
O livro “Cicatrizes e Esperanças” será discutido em um evento no dia vinte e cinco de maio, às 16h, na Unibes Cultural, em São Paulo. Abram e Ercilia participarão de uma conversa mediada pela professora Ilana Rabinovici Iglicky, coordenadora do Memorial do Holocausto e da Imigração Judaica de São Paulo.
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