Cientistas na Espanha descobriram a impressão digital mais antiga de um neandertal em uma pedra com um ponto vermelho, que pode ter sido feita há 43.000 anos. A rocha foi encontrada no abrigo de San Lázaro, em Segovia, e sugere que o neandertal pode ter criado uma representação artística ao pintar um nariz em uma pedra que parecia um rosto humano. A equipe de pesquisa, que incluiu especialistas forenses, analisou a pedra por quase três anos e confirmou que o pigmento vermelho era exclusivo do local, indicando que foi trazido intencionalmente. A descoberta levanta questões sobre a capacidade simbólica dos neandertais e sugere que eles tinham habilidades cognitivas semelhantes às dos humanos modernos. Apesar do entusiasmo, alguns especialistas permanecem céticos, argumentando que um único ponto não é suficiente para provar a intenção artística.
Cientistas na Espanha descobriram a impressão digital mais antiga de um neandertal, datada em aproximadamente 43 mil anos. A marca foi encontrada em uma pedra com um ponto vermelho, sugerindo que o indivíduo pode ter criado uma representação artística. O achado ocorreu no abrigo rochoso de San Lázaro, em Segovia.
A equipe de pesquisa, composta por arqueólogos e especialistas forenses, analisou a rocha por quase três anos. O ponto vermelho, que se assemelha a um nariz em um rosto humano, foi feito com pigmento ocre. Os pesquisadores acreditam que a escolha da pedra foi intencional, pois ela possui características que lembram um rosto humano, um fenômeno conhecido como pareidolia.
María de Andrés-Herrero, co-autora do estudo, destacou que a descoberta contribui para o debate sobre as capacidades simbólicas dos neandertais. A análise revelou que o pigmento não era encontrado naturalmente na caverna, indicando que foi intencionalmente trazido para o local. A impressão digital foi confirmada como de um homem adulto, embora a falta de comparações com outras marcas dificulte a certeza absoluta.
O arqueólogo David Álvarez Alonso afirmou que a pedra representa uma das mais antigas abstrações conhecidas de um rosto humano. O estudo, publicado na revista *Archaeological and Anthropological Sciences*, sugere que os neandertais possuíam habilidades cognitivas avançadas, capazes de criar arte. A descoberta reabre discussões sobre a relação entre neandertais e a produção artística, um tema ainda controverso entre os especialistas.
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