A violência em Solanda, uma área de Quito, aumentou muito, com 10 homicídios registrados até maio de 2025, devido a disputas entre gangues por controle de território e tráfico de drogas. Os moradores estão se protegendo, cercando ruas e estabelecimentos com barreiras. A situação é alarmante, com a polícia afirmando que os assassinatos são premeditados e relacionados a conflitos entre grupos criminosos. A violência, que antes era mais comum em cidades costeiras, agora se espalha por Quito. Entre janeiro e maio de 2025, houve 94 homicídios na cidade, um aumento de 32,4% em relação ao ano anterior. Especialistas dizem que a falta de controle policial e a impunidade ajudam os criminosos a agir com mais liberdade. Os moradores tentam buscar ajuda das autoridades, mas enfrentam dificuldades devido à alta rotatividade dos policiais e à falta de recursos. Enquanto isso, eles tentam manter alguns espaços seguros, como um parque onde ainda podem se reunir e jogar.
Em Solanda, uma das paróquias de Quito, a violência tem aumentado drasticamente, com dez homicídios registrados até maio de 2025. Esse crescimento reflete uma intensa disputa entre gangues por controle territorial e microtráfico, afetando a segurança da comunidade.
A transformação da área é visível. Casas amuralladas e ruas cercadas com portas de metal tornaram-se comuns. José Calderón, líder comunitário, destaca que a segurança local se deteriorou, com frequentes confrontos armados. Em 2024, a paróquia registrou nove mortes violentas, e o número já chegou a dez neste ano, segundo dados da polícia.
A situação em Solanda é um reflexo do aumento da criminalidade em todo o Equador. Entre janeiro e abril de 2025, o país contabilizou 3.094 homicídios intencionais, um aumento de 58% em relação ao mesmo período do ano anterior. A capital, Quito, que antes parecia imune à violência, agora enfrenta um crescimento alarmante, com 94 homicídios registrados entre janeiro e maio de 2025, um aumento de 32,4% em relação ao ano anterior.
Disputas entre Gangues
O aumento da violência é atribuído à luta entre grupos criminosos. O policial Gabriel Rosero, chefe de operações do distrito Eloy Alfaro, afirma que os assassinatos são premeditados e frequentemente relacionados a “ajustes de contas”. A presença de gangues locais tem se intensificado, atraindo a atenção de organizações criminosas maiores.
Moradores relatam que a situação se agravou com a manipulação de jovens para o tráfico de drogas. Cristina, uma residente, menciona que muitos estudantes são aliciados para vender drogas, levando pais a retirarem seus filhos das escolas. A falta de policiamento e a alta rotatividade de agentes dificultam a resposta às demandas da comunidade.
Busca por Segurança
Os moradores tentam dialogar com as autoridades, mas frequentemente não obtêm respostas. José Calderón lamenta que as mudanças frequentes na liderança policial dificultam a continuidade das iniciativas de segurança. Apesar do cenário desolador, os residentes ainda buscam momentos de lazer em espaços como o Parque Ecológico, onde se reúnem para jogar e socializar, embora a incerteza sobre a segurança persista.
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