O médico Marcelo Alves Vasconcelos foi denunciado pelo Ministério Público de Pernambuco por homicídio qualificado após a morte de uma paciente de 46 anos, Adriana Soares Lima Laurentino, que fez um procedimento estético em sua clínica. O caso ocorreu após uma bioplastia de glúteos em que ele usou uma substância proibida pela Anvisa. Adriana foi encontrada morta em casa no dia seguinte, com sinais de sangramento. A investigação mostrou que ela conheceu Marcelo pelas redes sociais, onde ele tem 137 mil seguidores, e o procedimento custou R$ 21 mil. A denúncia inclui homicídio por dolo eventual e exercício ilegal da profissão, pois ele não tinha registro em Pernambuco na época. Marcelo regularizou seu registro apenas após a morte da paciente e continua agendando atendimentos nas redes sociais. O delegado responsável pelo caso afirmou que ele realiza os procedimentos sem a presença de profissionais de saúde, apenas com um filmaker. A acusação de homicídio por motivo torpe sugere que ele agiu com indiferença em relação à vida da paciente. Após a morte de Adriana, Marcelo disse que não havia relação entre sua atuação e a morte dela, mas a investigação continua. Se a denúncia for aceita, ele poderá ser julgado. O Cremepe abriu uma sindicância em sigilo para investigar o caso.
O Ministério Público de Pernambuco (MP-PE) denunciou o médico Marcelo Alves Vasconcelos por homicídio qualificado, após a morte de uma paciente de 46 anos, Adriana Soares Lima Laurentino, que realizou um procedimento estético em sua clínica. O caso ocorreu após uma bioplastia de glúteos, realizada em 10 de janeiro, onde o médico utilizou uma substância contraindicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Adriana foi encontrada morta em sua casa no dia seguinte ao procedimento, com sinais de sangramento. A investigação revelou que a paciente conheceu o médico pelas redes sociais, onde ele possui 137 mil seguidores. O procedimento custou R$ 21 mil, e a polícia apurou que Marcelo tinha ciência dos riscos associados ao produto utilizado, o polimetilmetacrilato (PMMA), que não é recomendado para fins estéticos.
Denúncia e Consequências
A denúncia inclui homicídio por dolo eventual e exercício ilegal da profissão, já que Marcelo não possuía registro em Pernambuco na época do procedimento. Ele regularizou seu registro apenas após a morte da paciente. O médico, que já atua em outros estados, continua ativo nas redes sociais, agendando novos atendimentos.
O delegado Mário Melo, responsável pelo caso, destacou que Marcelo realiza os procedimentos sem a presença de auxiliares, apenas com um filmaker. A acusação de homicídio por motivo torpe indica que o médico agiu com indiferença em relação à vida da paciente. A Associação Pernambucana de Cirurgia Plástica já solicitou à Anvisa a proibição do uso do PMMA para fins estéticos, devido aos riscos graves que ele apresenta.
Situação Atual
Após a morte de Adriana, Marcelo emitiu uma nota afirmando que não havia relação entre sua atuação e a morte da paciente, alegando que todos os procedimentos foram realizados com segurança. No entanto, a investigação prossegue, e se a denúncia for aceita, ele será levado a júri popular. O Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco (Cremepe) instaurou uma sindicância em sigilo para não comprometer a apuração dos fatos.
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