João Pedro Viegas, passageiro de um carro por aplicativo, está envolvido em um acidente que causou a morte de Larissa Barros, que estava em uma moto. A defesa de Viegas nega que ele tenha aberto a porta do carro, o que contraria o boletim de ocorrência que diz que ele admitiu estar embriagado e não se lembrava do que aconteceu. O acidente ocorreu em São Paulo, quando o motorista parou em um semáforo e a porta do carro atingiu a moto de Larissa, que ficou gravemente ferida e morreu. O motociclista Handerson, que estava na moto, depôs pela primeira vez e afirmou que não estava embriagado e que não ultrapassou a velocidade permitida. O motorista do carro, Claudio Mota, reafirmou sua versão dos fatos, e o advogado de outro passageiro também negou que ele tenha aberto a porta. Após o acidente, a Justiça suspendeu o serviço de moto por aplicativo na cidade, e a empresa 99 lamentou a morte de Larissa, que foi o primeiro caso fatal envolvendo moto por aplicativo desde o início do serviço. A Uber, responsável pelo carro, não se manifestou.
A defesa de João Pedro Viegas, passageiro de um carro por aplicativo envolvido em um acidente que resultou na morte da jovem Larissa Barros, nega que ele tenha aberto a porta do veículo. A versão apresentada contradiz o boletim de ocorrência, que afirma que Viegas admitiu estar embriagado e não se lembrava de ter aberto a porta. O advogado Cesar da Silva Braga, que representa Viegas, afirma que ele “não contribuiu para a ocorrência do fatídico acidente”.
O acidente ocorreu na noite do último sábado (24), na avenida Tiradentes, em São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência, o motorista do carro, Claudio Mota, relatou que os passageiros brincavam e um deles teria dito que iria descer do veículo. Ao parar em um semáforo, a porta foi aberta, atingindo uma moto de aplicativo com Larissa na garupa. A jovem, de 22 anos, ficou gravemente ferida e não sobreviveu.
Depoimentos e Investigações
O motociclista Handerson Souza Maior, que conduzia a moto, depôs pela primeira vez e afirmou que não estava embriagado e não ultrapassou o limite de velocidade. Seu advogado, José Paulo Ferraz, destacou que Handerson estava na faixa exclusiva e reduziu a velocidade ao se aproximar do semáforo. Ele não havia sido ouvido antes devido aos ferimentos que sofreu no acidente.
O motorista Claudio Mota prestou novo depoimento, reafirmando sua versão dos fatos. O advogado de Felipe Moutinho, outro passageiro, também negou que ele tenha aberto a porta, ressaltando que ele estava sentado do lado oposto. Ambos os passageiros devem ser ouvidos novamente pela polícia nos próximos dias.
Repercussão e Medidas
Após o acidente, a Justiça suspendeu o serviço de moto por aplicativo em São Paulo. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) mandou instalar uma faixa associando a empresa 99 à morte de Larissa. A 99 lamentou o ocorrido e ofereceu apoio à família da vítima, informando que este foi o primeiro caso de morte envolvendo moto por aplicativo desde o início do serviço na cidade, em janeiro deste ano. A Uber, responsável pelo carro, não se manifestou sobre o caso.
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