A cantora sertaneja Sônia Sayara, que tem cerca de 245 mil seguidores no Instagram, foi presa pela Polícia Federal e revelou que seu nome verdadeiro é Nélida Sônia Sánchez Garcete. Ela é uma das líderes de uma organização criminosa que trafica drogas do Paraguai para o Brasil. A investigação começou em 2020 e, durante a Operação Tango Down, outras cinco pessoas também foram detidas, incluindo seu marido, que está foragido. A organização é conhecida por trazer grandes quantidades de maconha e cocaína, utilizando rotas aéreas e terrestres. Desde 2019, a polícia apreendeu mais de 27 toneladas de maconha e 1.177 kg de cocaína. Nélida coordenava as atividades do grupo e tinha plantações de maconha no Paraguai, além de ser vista em uma chácara em São Paulo. A logística do tráfico envolvia o uso de caminhões com cargas de madeira para esconder as drogas. A participação de empresas que forneciam documentos falsos foi crucial para o esquema.
A cantora sertaneja Sônia Sayara, cujo nome verdadeiro é Nélida Sônia Sánchez Garcete, foi presa pela Polícia Federal na última quarta-feira (28). Ela é acusada de ser uma figura-chave em uma organização criminosa de tráfico internacional de drogas, que trazia entorpecentes do Paraguai para o Brasil.
A investigação, que começou em 2020, revelou que a artista, com cerca de 245 mil seguidores no Instagram, utilizava uma identidade falsa para ocultar suas atividades ilícitas. Além dela, outras cinco pessoas foram detidas durante a Operação Tango Down, que visava cumprir nove mandados de prisão contra integrantes do grupo. Três suspeitos, incluindo o marido de Sônia, José Roberto de Oliveira Lima, conhecido como Tiquinho, permanecem foragidos.
Organização Criminosa
A organização liderada por Tiquinho, que assumiu o comando após a morte do narcotraficante paraguaio Carlos Rubén Sánchez Garcete, conhecido como Chicharõ, era especializada no tráfico de maconha e cocaína. O superintendente Regional da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Carlos Henrique D’Ângelo, destacou que o estado é uma das principais portas de entrada de drogas no Brasil, devido à sua extensa fronteira com o Paraguai.
Desde 2019, a polícia apreendeu 27,3 toneladas de maconha e 1.177 quilos de cocaína, entre outros entorpecentes. As investigações começaram após a apreensão de um helicóptero com 200 quilos de cocaína em Naviraí, em junho de 2020.
Logística do Tráfico
A logística do tráfico envolvia o transporte de drogas ocultas em cargas de madeira, utilizando notas fiscais falsas. Empresas ligadas aos investigados forneciam documentação para acobertar o transporte, dificultando a detecção pelas autoridades. A atuação da organização é considerada de grande impacto no tráfico transfronteiriço.
Nélida, segundo a polícia, coordenava a organização e era conselheira de seu irmão. Ela mantinha plantações de maconha no Paraguai e era vista frequentemente em uma chácara em Mogi Guaçu, interior de São Paulo. A defesa dos envolvidos não se manifestou até o momento da publicação.
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