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Polícia Federal investiga grupo de pistolagem que monitorava autoridades e planejava assassinatos

Grupo de pistolagem "Comando C4" é investigado por assassinatos e espionagem, com ligações a militares e novos alvos em Cuiabá.

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A Polícia Federal está investigando um grupo chamado “Comando C4”, que se envolve em assassinatos e espionagem de autoridades. Recentemente, a PF encontrou mensagens e arquivos de celulares de suspeitos, revelando planos de assassinatos e ligações com militares. O grupo monitorava novas vítimas, incluindo um especialista em tecnologia que morreu de forma suspeita. O advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, era uma das principais vítimas do grupo, que o considerava “corrupto”. As investigações mostram que o grupo tinha um planejamento detalhado para suas ações, incluindo o uso de armamentos de uso militar. Um dos suspeitos, Hedilerson Barbosa, tinha fotos de vítimas de homicídios em seu celular, o que chamou a atenção da polícia. O coronel Etevaldo Caçadini, outro suspeito, estava ligado a um fazendeiro que teria encomendado o assassinato de Zampieri. A PF também encontrou anotações que mencionavam vigilância armada sobre políticos, mas não esclareceu se havia ações contra eles. A defesa dos suspeitos nega as acusações e pede investigações independentes.

A Polícia Federal (PF) investiga o grupo de pistolagem e espionagem chamado “Comando C4”, que monitorava autoridades e está vinculado ao assassinato do advogado Roberto Zampieri. Recentemente, a PF recuperou mensagens e arquivos de celulares de cinco suspeitos, revelando planejamento de assassinatos e conexões com militares.

As conversas do grupo, que se autodenomina “Comando de Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos”, mostram elogios a execuções e discussões sobre “tocaia em andamento”. A PF identificou expressões militares, como “REC feito”, indicando reconhecimento de locais, e “lugar ácido”, referindo-se a áreas perigosas.

No celular do instrutor de tiro Hedilerson Barbosa, um dos alvos, foram encontradas fotos de vítimas de homicídios. A PF observou que a quantidade de imagens era incomum e estranha. Embora não haja indícios de que Barbosa tenha cometido os crimes, sua defesa não se pronunciou.

Planejamento de Assassinatos

A PF também encontrou uma tabela com o coronel Etevaldo Caçadini, que indicava o planejamento de “missões”. As mensagens discutiam logotipos e locais para as operações. O relatório menciona armamentos de uso exclusivo militar, como silenciadores e minas magnéticas. Além disso, o grupo estava recrutando um especialista em tecnologia da informação, considerado de alto interesse.

Zampieri foi assassinado em 5 de dezembro de 2023, em Cuiabá, por ser uma figura central em um esquema de negociação de sentenças judiciais. A PF acredita que o grupo já monitorava outra vítima, o especialista em TI Halcke Sampaio, que morreu em circunstâncias suspeitas em 25 de fevereiro. Antes de sua morte, Sampaio alegou estar sendo perseguido.

Conexões Políticas

O nome “Hacke” foi encontrado nas anotações do coronel Caçadini, assim como referências ao ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco. A PF não esclareceu se há ações contra Pacheco, mas solicitou mandados de prisão e busca ao Supremo Tribunal Federal (STF), que foram deferidos. A defesa de Caçadini nega sua ligação com o grupo e afirma que não foram encontrados elementos ilícitos.

O coronel, preso desde o início de 2024, afirmou ter uma trajetória de 30 anos no Exército e negou envolvimento em crimes. Ele fundou um grupo chamado “Frente Ampla Patriótica” em 2023, com o objetivo de unir grupos conservadores. A investigação sobre Zampieri foi encaminhada à PF após a identificação de “atos extremistas” por parte do grupo.

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