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Museus de história natural promovem conservação e enfrentam colonialismo e mudanças climáticas

Museus de história natural enfrentam críticas por viés na coleta de espécimes e pela necessidade de repatriar coleções com origens coloniais.

Jack Ashby é diretor assistente do Museu de Zoologia da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. (Foto: Jacqueline Garget)
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Museus de história natural são importantes para a conservação da biodiversidade, mas enfrentam críticas sobre como coletam e mostram seus espécimes. Jack Ashby, um zoologista, aponta que há um viés na coleta, como a falta de fêmeas nas coleções, onde apenas 40% das aves e 48% dos mamíferos são fêmeas. Além disso, muitos museus na Europa têm coleções que ignoram suas origens coloniais, como a ausência de espécimes de gorilas em seus países de origem na África Central. A coleta de espécimes está ligada a práticas coloniais, e é importante reconhecer as contribuições de povos locais. Museus também têm um papel educativo, oferecendo informações sobre biodiversidade e extinção. A forma como apresentam suas coleções deve ser repensada para promover uma compreensão mais inclusiva da história natural.

Museus de história natural enfrentam desafios éticos e históricos

Os museus de história natural desempenham um papel vital na conservação da biodiversidade, mas enfrentam críticas sobre a forma como coletam e exibem espécimes. Jack Ashby, zoologista e assistente do Museu de Zoologia da Universidade de Cambridge, destaca a necessidade de reconhecer os vieses na coleta, como a sub-representação de fêmeas em coleções.

Estudos revelam que apenas 40% das aves e 48% dos mamíferos em museus são fêmeas. Em grupos específicos, como os artiodáctilos, essa porcentagem cai para 40%. Ashby observa que as descrições de espécimes machos tendem a ser mais informativas, enquanto as fêmeas são frequentemente apresentadas com foco na reprodução, refletindo um viés histórico.

Repatriação e origens coloniais

A discussão sobre a repatriação de espécimes é central. Ashby argumenta que muitos museus, especialmente na Europa, possuem coleções que ignoram as origens coloniais. Por exemplo, não existem espécimes de gorilas em seus países de origem na África Central, forçando pesquisadores locais a buscar informações em outros continentes.

A história da coleta de espécimes está ligada a práticas coloniais e à busca por recursos naturais. Durante o século XVIII, expedições científicas frequentemente visavam explorar e catalogar a biodiversidade em novas colônias, muitas vezes sem considerar os direitos dos povos indígenas. O caso de Alfred Russel Wallace, que creditou parte de seu trabalho a colaboradores locais, ilustra a necessidade de reconhecer as contribuições de outros.

O papel dos museus na educação

Os museus de história natural são fundamentais para a educação pública sobre a biodiversidade. Ashby menciona o Museu Biológico de Estocolmo e o Museu Nacional de História Natural de Paris como exemplos de instituições que, apesar de suas abordagens tradicionais, oferecem experiências educativas valiosas. A preservação de espécimes em diferentes partes do mundo também permite discutir temas como a extinção causada pelo homem.

A reflexão sobre a forma como os museus apresentam suas coleções é essencial para promover uma compreensão mais ampla e inclusiva da história natural. A busca por uma representação mais equilibrada e ética nas coleções é um passo importante para o futuro dos museus e da conservação.

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