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Brasil não possui operações comerciais de balão certificadas, afirma Anac

Acidente com balão em Praia Grande expõe falhas na regulamentação do balonismo e a falta de licenciamento de pilotos no Brasil.

Balão que caiu em Praia Grande (SC) resultou em oito mortes (Foto: SBTNews Reprodução)
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Um acidente com um balão de turismo em Praia Grande, Santa Catarina, causou a morte de oito pessoas. O caso levantou preocupações sobre a fiscalização do balonismo no Brasil, já que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não certifica essas operações. O piloto do balão não tinha a licença necessária, o que mostra a fragilidade das normas de segurança. As empresas que oferecem voos de balão operam com regulamentações fracas e apenas quatro solicitaram certificação, mas nenhum processo foi finalizado. A Anac admite que a fiscalização é insuficiente e que operadores irregulares podem ser punidos, mas a presença de órgãos de segurança é necessária para identificar irregularidades. No Brasil, o balonismo é dividido entre atividades esportivas e profissionais, e o piloto do acidente tinha apenas um cadastro para atividades recreativas. A Anac conta com 173 profissionais habilitados como Piloto de Balão Livre. Empresas que atuam sem autorização podem ser responsabilizadas em caso de acidentes. Após o acidente, o Ministério do Turismo começou a discutir regras específicas para atividades de risco, como o balonismo, enquanto a Confederação Brasileira de Balonismo não tem poder para fiscalizar empresas de turismo. A falta de regulamentação adequada gera riscos para operadores e turistas.

Um acidente trágico com um balão de turismo em Praia Grande (SC) resultou na morte de oito pessoas no último sábado, dia 21. O incidente levantou questões sobre a fiscalização do balonismo no Brasil, onde a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não certifica operações comerciais. O piloto do balão acidentado não possuía a licença adequada, evidenciando a fragilidade das normas de segurança.

Atualmente, as empresas que oferecem voos de balão operam sob regulamentações brandas, sem certificação oficial. Apenas quatro empresas solicitaram a certificação, mas nenhum processo foi concluído. A Anac informou que a fiscalização é insuficiente e que operadores que colocam terceiros em risco podem ser penalizados. No entanto, a presença de órgãos de segurança pública é necessária para caracterizar a irregularidade.

Falta de Regulamentação

O balonismo no Brasil é dividido entre atividades esportivas e profissionais. Para o balonismo esportivo, a Anac exige apenas cadastro em associações credenciadas. Já para operações profissionais, são necessários certificados de aeronavegabilidade e licença de piloto, que o piloto do balão acidentado não possuía. Ele tinha apenas uma certidão de cadastro para atividades recreativas.

A Anac contabiliza 173 profissionais habilitados com licença de Piloto de Balão Livre. Empresas que atuam irregularmente podem enfrentar multas e até suspensão de atividades. O advogado Rafael Verdant destaca a gravidade da situação e a necessidade de ação imediata das autoridades para reforçar a fiscalização e garantir a segurança.

Consequências Legais

A exploração comercial de serviços aéreos sem autorização é proibida pelo Código Brasileiro de Aeronáutica. Em caso de acidentes, as empresas podem ser responsabilizadas civilmente, expondo-se a ações judiciais. Verdant ressalta que a falta de regulamentação específica para o turismo de aventura compromete a segurança dos turistas e a responsabilidade dos operadores.

Após o acidente, o Ministério do Turismo iniciou diálogos para criar regras específicas para atividades de risco, como o balonismo. A Confederação Brasileira de Balonismo atua apenas no âmbito esportivo e não possui poder legal para fiscalizar empresas de turismo. A ausência de regulamentação adequada gera incertezas e riscos tanto para os operadores quanto para os turistas.

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