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Onda de frio provoca ‘agulhas de gelo’ em várias cidades do Sul do Brasil

O fenômeno das agulhas de gelo surpreende moradores do Sul do Brasil, revelando a singularidade do clima nesta região.

Fenômeno ocorreu em cidades do Sul do Brasil em madrugada congelante (Foto: Reprodução / Facebook)
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O Brasil começou o inverno com uma onda de frio, especialmente no Sul, onde as temperaturas caíram bastante. Recentemente, várias cidades, como Videira e Erechim, registraram um fenômeno raro chamado agulhas de gelo, que são estruturas cristalizadas formadas em condições climáticas específicas. Esse fenômeno ocorre quando a temperatura do ar fica entre -6°C e -4°C, em solos úmidos e porosos, durante noites sem nuvens e sem vento. As agulhas de gelo são frágeis e derretem com a luz do sol, por isso é preciso acordar cedo para vê-las. Esse evento mostra a diversidade do clima brasileiro e a capacidade de surpreender com fenômenos naturais únicos.

A onda de frio que atingiu o Brasil logo após o início do inverno trouxe um fenômeno raro: as agulhas de gelo, conhecidas como “needle ice”. Este evento foi registrado na madrugada de quarta-feira em várias cidades do Sul do país, como Videira (SC) e Erechim (RS). Moradores compartilharam imagens nas redes sociais, evidenciando a beleza e a singularidade do fenômeno.

As agulhas de gelo são mais comuns em regiões de clima temperado ou subtropical e em altitudes elevadas. No Brasil, já foram observadas em outras ocasiões, mas a atual formação se destaca pela sua abrangência. Segundo a meteorologista Andrea Ramos, a criação dessas estruturas cristalizadas está relacionada à segregação de gelo, que ocorre em solos porosos e úmidos, quando a temperatura do ar varia entre -6°C e -4°C.

Condições Favoráveis

A formação das agulhas é favorecida por noites com pouca nebulosidade, que permitem que o calor do solo se dissipe rapidamente. A ausência de vento também é crucial, pois mantém o ar frio próximo ao chão. Ernani Nascimento, professor de meteorologia da Universidade Federal de Santa Maria, explica que o fenômeno se assemelha ao movimento de um elevador: a água do solo sobe, congela e empurra o gelo para cima, criando as delicadas estruturas.

Essas agulhas são extremamente frágeis e costumam derreter com os primeiros raios de sol. Para observá-las, é necessário acordar cedo, quando as condições ainda são ideais para a sua visualização. O fenômeno, embora raro, destaca a diversidade climática do Brasil e a capacidade de surpreender com eventos naturais únicos.

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