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Polícia reconstitui queda de balão em SC que deixou oito mortos

Investigação do acidente com balão em Praia Grande avança, com reconstituição e laudos concluídos, revelando falhas na regulamentação do setor.

Tragédia em SC: imagem por outro ângulo mostra queda do balão com turistas pulando (Foto: Reprodução)
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Um acidente com um balão em Praia Grande, Santa Catarina, deixou oito pessoas mortas, sendo quatro delas que se jogaram do balão em chamas. O piloto, Elves de Bem Crescêncio, não tinha licença para voos comerciais, apenas para atividades recreativas. A Polícia Civil está reconstituindo o acidente e já ouviu 20 pessoas, incluindo o piloto e funcionários da empresa. Os laudos das vítimas foram concluídos e a investigação descobriu que o balão pegou fogo enquanto 21 pessoas estavam a bordo. Quatro vítimas morreram carbonizadas e a polícia investiga se um maçarico reserva causou o incêndio. A Prefeitura de Praia Grande reconheceu a falta de regulamentação para o balonismo comercial no Brasil e enviou um ofício ao Ministério do Turismo pedindo normas claras e fiscalização. Atualmente, apenas quatro empresas pediram certificação à Agência Nacional de Aviação Civil, mas nenhum processo foi finalizado. A Anac informou que não há balões certificados para voos comerciais no país e que a prática é considerada de alto risco. A prefeitura propôs criar uma legislação específica para o balonismo, seguindo modelos de países como a Turquia, onde a atividade é bem regulamentada.

A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) realiza a reconstituição do acidente com um balão em Praia Grande, que resultou na morte de oito pessoas. O incidente ocorreu após o balão pegar fogo, levando 21 pessoas a bordo. O piloto, Elves de Bem Crescêncio, não possuía licença para voos comerciais, apenas para atividades recreativas.

Os laudos cadavéricos das vítimas foram concluídos, e a investigação já ouviu 20 pessoas, incluindo o piloto e funcionários da empresa responsável pelo voo. Quatro das vítimas se jogaram do balão em chamas a cerca de 45 metros de altura, enquanto os outros quatro morreram carbonizados. A PCSC localizou o extintor de incêndio do balão e investiga a possibilidade de um maçarico reserva ter causado o incêndio.

Falta de Regulamentação

A falta de regulamentação específica para o balonismo comercial no Brasil foi admitida pela Prefeitura de Praia Grande. Em um ofício enviado ao Ministério do Turismo, a prefeitura destacou a ausência de fiscalização e normas claras, o que compromete a segurança operacional. Atualmente, apenas quatro empresas solicitaram certificação à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mas nenhum processo foi concluído.

A Anac informou que não há balões certificados para voos comerciais no Brasil. A prática de balonismo é considerada de alto risco e deve ser realizada sob responsabilidade dos aerodesportistas. A agência também ressaltou que o balão acidentado não era certificado e que o piloto não possuía a licença necessária.

Propostas de Mudança

Dentre as propostas da prefeitura, está a criação de uma legislação específica para o balonismo, inspirada em modelos de países como a Turquia, onde a atividade é rigorosamente regulamentada. A falta de fiscais e técnicos da Anac é um dos principais problemas identificados, dificultando a operação segura do balonismo comercial no Brasil.

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